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Duas reinvenções do Pacman vencem The Game of Games de Coimbra

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Dois jogos digitais que reinventam o jogo japonês Pacman, criado em 1980, foram os vencedores da maratona “The Game of Games”, que começou na sexta-feira e terminou no domingo, na Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra.

O “Disco Pills” recebeu o prémio de melhor jogo e o “GPac” recebeu o prémio de melhor banda sonora, depois de uma maratona de 40 horas com o objetivo de apresentar no final um jogo, fosse ele digital, social ou de tabuleiro.

Durante o evento, estiveram 18 pessoas a desenvolver jogos, tendo sido apresentados cinco no dia final do concurso.

O jogo “Disco Pills”, de David Barbeiro e de Arnaldo Moura, ambos provenientes da área da informática, consiste numa plataforma em que o Pacman procura comer todos os círculos verdes, evitando tocar nas bolas de outras cores, ao mesmo tempo que o movimento, o número de bolas e o surgimento de umas barras laterais são influenciados pelos batimentos por minuto da música.

A plataforma procura transpor para o jogo um ambiente noturno, em que o ecrã vai tremendo “cada vez mais”, explicou David Barbeiro, estudante de Engenharia Informática.

“Agora, se calhar, vamos tentar adicionar mais algumas funcionalidades e ver como corre”, disse David Barbeiro, contando que ambiciona, quando acabar o curso, “trabalhar na indústria de jogos”.

O jogo “GPac”, de Afonso Leitão, aluno de Direito, e de Miguel Murça, que frequenta o 11.º ano, também se baseia no clássico Pacman, manipulando os movimentos do boneco através de uma roda que controla a gravidade da plataforma, procurando apanhar “as pílulas” ao mesmo tempo que evita tocar nas personagens inimigas.

A roda, ao alterar a gravidade, também funciona como um elemento de mudança de velocidade da música, como se “estivesse a fazer ‘scratch'” sobre a música que está a ser tocada no jogo, podendo esta andar para a frente ou para trás, mediante a posição do ponteiro da gravidade.

Afonso e Miguel não se conheciam antes do evento, tendo Afonso colaborado mais com “o lado gráfico e sonoro” e Miguel com “a parte de programação”, explicou o estudante de Direito.

“O júri disse para andar para a frente com o projeto”, contou à Lusa Afonso Leitão, referindo que há “vontade” por parte dos dois membros da equipa de “dar continuidade” ao jogo, criado em apenas 40 horas.

O júri do evento foi composto por Alexandre Lemos, da associação Condomínio Criativo, Licínio Roque, docente e investigador na Universidade de Coimbra, e João Melo, da empresa WingzStudios, que desenvolve jogos digitais.

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