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Duas académicas do Canadá e arquiteta dos EUA premiadas em cerimónia na Universidade de Coimbra

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A física Victoria M. Kaspi, da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, venceu o Prémio Mundial de Ciências Albert Einstein, atribuído pelo Conselho Cultural Mundial (CCM) e foi hoje anunciado numa cerimónia da Universidade de Coimbra (UC).

O Prémio Mundial de Educação José Vasconcelos foi atribuído à professora universitária Claudia Mitchell, também da Universidade McGill.

A arquiteta e professora americana J. Meejin Yoon, diretora da Faculdade de Arquitetura, Arte e Planeamento, na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos da América, arrebatou o Prémio Mundial de Artes Leonardo da Vinci.

O anúncio dos vencedores foi feito esta manhã pelo diretor-executivo do Conselho Cultural Mundial, Esteban Meszaros, na Sala do Senado da UC, que será a primeira instituição de ensino portuguesa a receber, em novembro, a cerimónia de entrega dos prémios.

A vencedora do Prémio Mundial de Ciências Albert Einstein, Victoria M. Kaspi, é considerada líder mundial em estudos de estrelas de neutrões e lidera um grupo de trabalho de investigação que tem apresentado os “resultados mais promissores nesta área, colocando o Canadá na vanguarda da astrofísica”.

O prémio, segundo a organização, foi atribuído como reconhecimento “das suas contribuições fundamentais para a compreensão da mais complexa formação estelar conhecida no nosso universo: os ‘magnetares’, estrelas de neutrões com os campos magnéticos mais elevados que se conhecem no Universo”.

A atribuição do Prémio Mundial de Educação José Vasconcelos à professora universitária Claudia Mitchell teve em conta o “seu empenho na educação, enquanto professora entusiasta e defensora apaixonada da juventude, transformando as vidas de milhares de jovens oriundos de meios marginalizados”.

O Prémio Mundial de Artes Leonardo da Vinci para J. Meejin Yoon reconhece o seu papel de “liderança no ensino superior pelos seus feitos no mundo académico e pela sua contribuição única para a disciplina de arquitetura”.

A 37.ª edição de entrega dos prémios do CCM vai ser organizada pela UC, a 30 de novembro, coincidindo com as comemorações do 250.º aniversário da reforma Pombalina, que abriu a instituição ao ensino científico e experimental e aos ideais do iluminismo.

“É um evento de enorme dimensão e visibilidade internacional, que tem passado por grandes instituições pelo mundo fora, pelo que, para nós, é um enorme orgulho recebê-lo em Coimbra”, salientou o reitor da UC, Amílcar Falcão.

Durante a cerimónia de premiação, o CCM vai atribuir distinções especiais a 13 jovens investigadores portugueses, que tiveram um desempenho de excelência nas áreas da ciência, da educação e das artes.

O CCM é uma organização internacional sem fins lucrativos fundada no México, em 1982, por um grupo de 124 cientistas, académicos, presidentes de universidades e executivos dos cinco continentes, com a missão de promover uma cultura de tolerância, paz e fraternidade.

Desde 1984 que a instituição realiza cerimónias anuais para atribuir o Prémio Mundial de Ciências Albert Einstein, o Prémio Mundial de Educação José Vasconcelos e o Prémio Mundial de Artes Leonardo da Vinci, que já distinguiram largas dezenas de cientistas, académicos e artistas de relevo mundial.

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