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Cinema

Documentário rodado em Coimbra sobre acolhimento de refugiados estreia na sexta-feira em Lisboa

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Um documentário sobre o acolhimento e integração de refugiados, rodado em Coimbra e coproduzido pela Universidade (UC) e cooperativa Propella, tem antestreia marcada para sexta-feira, em Lisboa, no Festival Política.

Realizado por Pedro Cruz e João Doce, e intitulado “My heart is there, my body is here” [O meu coração está lá, o meu corpo está aqui], o filme conta a “dura” história de um conjunto de pessoas com estatuto de refugiados.

“O corpo deles está cá, em Portugal, mas o coração continua lá, na terra que foram forçados a abandonar”, lê-se na descrição do documentário, realizado na sequência do projeto TEACHmi do Observatório da Cidadania e Intervenção Social (OCIS) da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC).

“Em foco, estão as histórias – passado, presente e futuro – das pessoas com estatuto de refugiado, que muitas vezes não chegam ao conhecimento do resto da sociedade. Os protagonistas do documentário estiveram envolvidos no projeto europeu TEACHmi, que foi desenvolvido por um consórcio integrado pela FPCEUC e que teve como objetivo fornecer ferramentas, materiais didáticos e orientações eficazes para facilitar a integração de alunos de origem migrante nas escolas, tornando o ambiente escolar mais inclusivo”.

“O filme vive, sobretudo, da extrema generosidade destas pessoas, que aceitaram contar as suas histórias, dando assim tridimensionalidade e voz a um tema que nunca desapareceu, mas passa por vagas de mediatismo, como estamos novamente a testemunhar em 2022 [face à guerra na Ucrânia], argumentaram, por seu turno, João Doce, músico e interventor social, e o cineasta e psicólogo Pedro Cruz, autores do documentário.

Ambos fundaram a Cooperativa Propella, que coproduziu o filme com a Universidade de Coimbra.

O projeto TEACHmi foi pensado, a nível europeu, dentro do programa Erasmus+, baseando-se em recomendações que apontam a necessidade de serem implementadas medidas de inclusão educativa dos jovens migrantes e refugiados.

Nesse contexto, “a educação é assumida como um instrumento de integração social”, referiu Clara Cruz Santos, coordenadora da equipa portuguesa do TEACHmi, que congrega ainda as investigadoras Ana Cristina Almeida, Ana Paula Couceiro, Helena Reis Amaro da Luz e Vanessa Nunes.

A também docente da FPCUC e investigadora do OCIS acrescentou que o documentário apresenta “rostos e vozes que normalmente não são vistos nem escutados na intervenção social e científica”.

“Humanizam os números e os conceitos teóricos em jovens reais que estão mesmo aqui, ao nosso lado, em Coimbra. A humanização da ciência é fundamental e o recurso ao documentário possui uma força inequívoca”, sublinhou Clara Cruz Santos.

“My heart is there, my body is here” tem antestreia agendada para as 18:30 de sexta-feira, na sala 3 do cinema São Jorge, em Lisboa, no âmbito do festival Política, ao qual concorre aos prémios do Público e Filme do Ano.

Após esta exibição, o filme será disponibilizado “de forma livre e gratuita” em www.propella.pt e https://www.teachmi.eu, a partir da terça-feira.

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