Coimbra

“Disseram-nos que podia ser do frio” e mandaram-no para casa. Dias depois perdeu parte do pé

Notícias de Coimbra | 28 minutos atrás em 28-02-2026

Uma família apresentou queixa contra o Hospital de Guimarães por alegada negligência médica, depois de um homem de 52 anos ter perdido parte do pé esquerdo.

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Segundo Helena Pinheiro, filha do doente, o pai, diabético, com insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e já com antecedentes de amputação, procurou ajuda médica a 28 de janeiro por apresentar o pé muito inchado, frio e com dores intensas, revela a SIC Notícias.

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No centro de saúde, o médico terá identificado ausência de circulação e encaminhou-o para o hospital, com suspeita de isquemia aguda, entregando-lhe uma carta para avaliação urgente.

Já no Hospital de Guimarães, recebeu pulseira amarela e foi observado por um clínico que, de acordo com a família, considerou não haver necessidade imediata de cirurgia vascular na unidade. Terá contactado o hospital de Braga para pedir parecer e, após a chamada, indicado que poderia tratar-se de um problema causado pelo frio, aconselhando apenas a proteger a perna e a tomar medicação para as dores.

Com o agravamento das queixas, o doente regressou ao hospital a 2 de fevereiro. Desta vez, foi referenciado para cirurgia vascular em Braga, mas como permaneceu várias horas à espera com pulseira verde, já não foi possível ser atendido nesse mesmo dia, tendo de aguardar pelo seguinte.

Na avaliação realizada em Braga, foi decidido o internamento no Hospital de Guimarães, por ser a unidade da área de residência. Aí, segundo a família, o quadro clínico já estaria bastante avançado. O homem foi informado de que poderia ser necessária a amputação parcial do pé ou, no pior cenário, da perna.

A 5 de fevereiro foi submetido a cirurgia para remoção de um coágulo, mas parte do pé e alguns dedos já não tinham viabilidade, tornando inevitável a amputação.

A família formalizou uma queixa junto da Entidade Reguladora da Saúde e apresentou reclamação no hospital, admitindo avançar também para o Ministério Público. Em resposta ao caso, o Hospital de Guimarães informou ter aberto um processo interno de averiguações.

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