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Coimbra

Discussão pública para a margem direita do Mondego recebeu 39 participações

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 A Câmara Municipal (CM) de Coimbra vai analisar e votar, na sua reunião da próxima segunda-feira, a proposta final do estudo urbanístico para a frente de rio da margem direita, entre a Ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte. Na fase de discussão pública o documento recebeu 39 participações, sendo que a proposta agora apresentada mantém o conceito geral e integra algumas sugestões recolhidas.

Está em fase final o estudo urbanístico da CM Coimbra que incide sobre a margem direita do Mondego, numa extensão de cerca de 1,3km, mais concretamente no troço mais urbano da marginal entre a Ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte.

Na fase de discussão pública do documento, que decorreu até 01 de março, foram “recebidas 39 participações por diferentes meios”, tendo 17 sido “aceites após o prazo inicial previsto” atendendo “à importância da reflexão sobre esta área da cidade e no desejo de prestar os melhores esclarecimentos sobre a proposta”, pode ler-se na informação técnica dos serviços municipais que será analisada na próxima reunião do executivo municipal.

Nesse sentido, “foram introduzidos alguns pequenos ajustes ao estudo original, no sentido de integrar as recomendações e sugestões coligidas”, refere no seu despacho a vereadora Ana Bastos, que tem competências delegadas nas áreas do planeamento territorial, infraestruturas, espaços públicos, transportes e mobilidade. “De forma geral, a consulta pública confirma a aceitação, pela generalidade dos intervenientes, das opções e princípios propostos, designadamente a transformação da zona ribeirinha num espaço de fruição urbana, onde se privilegia a circulação dos modos suaves e a criação de espaços de estar e de socialização”, salienta ainda a vereadora.

“Contudo, surgiram alertas para a necessidade de alargar a área de estudo em termos de mobilidade e criar alternativas rodoviárias que permitam aliviar o centro da cidade”, refere, por seu turno, a informação técnica, na qual é também referido que foi recebido um “número significativo (18), que refere o desejo de manutenção da linha férrea entre as estações de Coimbra B e Coimbra A, sugerindo na maioria dos casos a adoção de um canal alternativo para o Metrobus, quase sempre pela Av. Fernão de Magalhães. Pese embora a importância desta questão que tem sido bastante debatida na cidade, referimos que qualquer opção sobre estes temas, não decorreu deste estudo ou das suas propostas. As decisões sobre a linha férrea e sobre o traçado do metro antecederam o estudo e, devido ao estado avançado desses processos, foram uma condicionante para o mesmo”, conclui.

Recorde-se que este estudo prevê, no prolongamento da rua dos Oleiros, a possibilidade de uma nova ponte pedonal e ciclável sobre o Mondego. A mesma ponte prevê, ainda, dar resposta a uma futura expansão da rede do Sistema de Mobilidade do Mondego para a margem esquerda e zona sul do concelho, sendo que a “localização proposta para a ponte garante a sua integração na rede de metro sem alterar o seu funcionamento ou as estações atualmente previstas, garantido que essa ligação para sul se faça a partir de qualquer origem, exceto da Estação de Coimbra B”, pode ler-se na memória descritiva do projeto analisado inicialmente na reunião do executivo municipal de 07 de fevereiro de 2022.

A ponte prevê uma faixa para o Metrobus e um só passeio do lado sul. “Contudo, se no futuro vier a revelar-se indispensável uma nova ligação rodoviária à cota baixa, isso poderá ser feito a partir da rua dos Oleiros”, é ainda assinalado no documento. Para esta marginal está prevista “uma relação serena com o rio, recorrendo a uma continuidade formal que deverá ser sublinhada ao nível dos materiais a utilizar, acentuando linhas de continuidade entre a Ponte Açude e o Largo da Portagem, pontuadas por alinhamentos de árvores”. Além da ciclovia, que percorre toda a extensão da marginal, prevê-se, também, a “possibilidade de acesso de veículos de emergência ou de caráter excecional, devendo ser essa faixa demarcada da forma mais ténue possível”.

Este estudo refere que, “à semelhança do que tem vindo a ser prática corrente em diversas cidades (tanto no país como a nível internacional), procurou-se nesta abordagem da frente de rio reforçar as suas ligações ao centro da cidade, privilegiando a sua requalificação para usos dominantemente pedonais (e cicláveis), procurando favorecer a presença de pessoas, a fruição urbana e o desfrute das margens para fins de desporto e lazer”.

Posto isto, nos troços adjacentes à Estação Nova e à APA foi descartada a possibilidade de manter um sentido aberto ao tráfego na marginal. “No primeiro caso por manifesta falta de espaço numa zona onde os fluxos pedonais terão a maior importância, na ligação da marginal ao Largo da Portagem” e “no segundo caso por atrair à marginal e ao tabuleiro inferior da Ponte Açude, um nível de tráfego indesejável e incomportável”, justifica a memória descritiva desta fase prévia do estudo urbanístico para a frente de rio.

A autarquia encara as obras em curso na margem direita, para requalificação dos muros e do espaço público na Avenida Cidade Aeminium, como uma oportunidade de rever a circulação automóvel nesta zona da cidade. O encerramento há vários meses da Avenida Cidade Aeminium permitiu “ter uma ideia muito clara sobre a consequência para a circulação” e, por outro lado, “originou já uma mudança nos hábitos de circulação automóvel”, defendem os técnicos municipais.

Esta situação “afigura-se assim como uma oportunidade única para proceder a uma alteração da sua utilização, substituindo a sua função rodoviária e devolvendo-a aos modos suaves” e à fruição urbana. As alterações à circulação previstas apoiam-se sobretudo nos arruamentos a concluir paralelos à Avenida Fernão de Magalhães, nas traseiras dos edifícios ali existentes, criando uma rede fechada e coerente. Quanto às novas áreas a urbanizar, está previsto, nomeadamente nos terrenos da IP, a “existência de um arruamento com um só sentido a nascente da via do Metrobus, garantindo assim alguma presença de veículos no local sem que, contudo, estes invadam a marginal, evitando travessias rodoviárias do canal de metro”, é referido na memória descritiva.

A proposta passa por ter “apenas dois quarteirões abertos para o rio”, prevendo, assim, uma maior diversidade de percursos pedonais entre os arruamentos e as duas praças interiores, através da adoção de galerias. Será também possível estabelecer a ligação para norte da rua do Cais da Estação, propondo-se para isso uma correção do seu traçado de forma a reforçar o alinhamento dos edifícios entre as ruas dos Oleiros e do Arnado. Está ainda prevista uma ligação direta da rua Abel Dias Urbano à rua do Arnado, respeitando os alinhamentos existentes nas traseiras dos edifícios da Av. Fernão de Magalhães e o dos hotéis Vila Galé e Dona Inês permitindo, também aqui, criar uma pequena zona verde junto ao edifício da Ideal.

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