Os diplomatas portugueses homenagearam hoje António Guterres, que conclui este ano o segundo mandato como secretário-geral da ONU, destacando a “dedicação na construção de um mundo mais justo e mais digno”.
O chefe da ONU e antigo primeiro-ministro português devia ter participado na sessão de abertura do Seminário Diplomático, encontro anual de diplomatas, em Lisboa, mas teve de regressar à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, devido à crise desencadeada pelo ataque norte-americano à Venezuela no sábado.
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“Aqui deixamos o tributo dos diplomatas portugueses e um agradecimento profundo pelo seu exemplo de diplomata global e pelo seu empenho e dedicação na construção de um mundo mais justo e mais digno, onde a diplomacia brilhe sobre o confronto e a guerra”, destacou Ana Paula Zacarias, diretora do Instituto Diplomático.
Este ano celebram-se 70 anos da adesão de Portugal à ONU e Guterres cumpre o décimo e último ano à frente da organização.
“Este seria um bom momento para prestar homenagem a um secretário-geral português e europeu e, sobretudo, a um grande servidor da comunidade internacional, com um percurso exemplar marcado pelo seu compromisso inabalável com a paz, o multilateralismo, os direitos humanos, o desenvolvimento, a sustentabilidade ambiental e, acima de tudo, a dignidade da pessoa humana”, destacou Ana Paula Zacarias.
“Todos sabemos que face aos enormes desafios contemporâneos, é fundamental manter a experiência, a esperança e, mais do que nunca, trabalhar de forma estratégica, sistémica, flexível e coordenada, conjugando saberes e visões diversos englobam política, segurança, economia e tecnologia”, referiu ainda.
Intervindo depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, destacou também o papel na diplomacia de Marcelo Rebelo de Sousa durante os dois mandatos em Belém.
Rangel recordou que do programa do Seminário Diplomático faz parte o tradicional encontro com o Presidente da República – que será um jantar, na quarta-feira.
“Será um momento particularmente importante porque o nosso Presidente da República foi, sem dúvida, um representante externo distintíssimo do nosso país. (…)Penso que honrou sempre o nome do país e que deu a todos os nossos diplomatas muita atenção e merece também que nesse momento tenhamos uma palavra de gratidão por estes 10 anos de serviço àquela que é a afirmação de Portugal no mundo”.
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