O deslizamento de terras na encosta junto à Autoestada 7 (A7) no Arco de Baúlhe, em Cabeceiras de Basto, causou o desmoronamento de uma casa, levou ao encerramento da ecopista e está a condicionar a circulação rodoviária.
Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto, distrito de Braga, explicou que o movimento de massas no talude de suporte do nó de saída da A7 no Arco de Baúlhe levou a Comissão Municipal de Proteção Civil a declarar a situação de alerta e a ativar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil.
Manuel Teixeira contou que casa de onde tinha sido retirado um casal há vários dias colapsou face ao movimento das terras, acrescentando que os moradores já se encontram realojados numa habitação camarária e estão a ter o apoio e a ajuda necessários, nomeadamente ao nível do mobiliário e de vestuário.
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O autarca sublinhou que a Ascendi, gestora de autoestradas e proprietária dos terrenos em causa, está em coordenação com o município nesta ajuda ao casal afetado, que ficou “satisfeito” com a solução de habitação encontrada.
Também por razões de segurança, a ecopista do Tâmega, que atravessa a zona, permanece encerrada.
“O município de Cabeceiras de Basto apela à população para que não utilize a ecopista. Mesmo que alguns acessos pareçam transitáveis, a permanência no local pode colocar vidas em risco. A situação é séria e exige responsabilidade individual e coletiva”, lê-se num alerta divulgado pela autarquia, nas redes sociais.
Este movimento de terras na encosta da A7 está também a provocar condicionamentos na circulação rodoviária junto ao ramo de saída desta autoestrada, no Arco de Baúlhe.
O autarca de Cabeceiras de Basto sublinha que a situação está em permanente monitorização, acrescentando que se aguarda um relatório de um técnico especialista para depois haver uma reunião com a Ascendi e decidir-se o que fazer.
Outra das ocorrências que preocupa é a da igreja matriz de São Martinho do Arco de Baúlhe, que permanece fechada aos fiéis por tempo indeterminado, devido ao “risco iminente de derrocada” do muro de suporte do adro.
De acordo com Manuel Teixeira, a situação está neste momento “estável”, mas pode vir a ser “grave”.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.