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Desporto

Derrotas anteriores fortaleceram o espírito da judoca Catarina Costa

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A judoca Catarina Costa lembrou hoje as eliminações nos Europeus de Praga, em 2020, e Lisboa, em 2021, para destacar o caminho que seguiu e os conselhos do treinador João Neto, pouco depois de se sagrar vice-campeã europeia.

“Venho de dois Europeus muito amargos, muito tristes, muito duros, e lembro-me perfeitamente de um ano o meu treinador [o ex-judoca João Neto] me dizer que os atletas mais fortes se destacavam por depois de caírem se levantarem”, assinalou no final a judoca, prata nos Europeus de Sófia.

Catarina Costa deu hoje a Portugal a 39.ª medalha em Europeus e a primeira na edição 70 da competição, depois de vencer três combates e perder já na final com a primeira cabeça de série, a francesa Shirine Boukli.

A judoca entende que o processo, que a ajudou a transformar a fraqueza da derrota em força, depois das duas eliminações nas primeiras rondas, contribuiu para o êxito de hoje, depois de nunca ter esmorecido com os resultados anteriores.

Na final, Catarina Costa sofreu uma desvantagem já no último minuto e reconheceu que a partir daí foi muito difícil reverter a situação frente a uma adversária muito forte nas pegas e que também soube gerir o ‘cronómetro’.

“Foi uma vantagem no último minuto e depois ela também seguiu no chão, ganhou ali mais algum tempo (…), quando me levantei penso que faltava um bocadinho menos de 30 segundos, claro que tentei ir para cima dela, mas é uma adversária dura nas pegas, tem um bom kumi-kata [a forma de segurar no judogi] e não foi possível, nem projetar, nem colocar a última penalidade, que seria difícil, mas claro, se o conseguisse, ganharia o combate”, assinalou.

Ao longo do dia, que considerou cansativo, especialmente devido à entrada muito cedo (menos duas horas em Lisboa), a judoca de Coimbra ressalvou também o combate dos quartos de final, com a italiana Assunta Scutto, decidido quase aos oito minutos.

“Sabia que estava a ser duro, estava a sentir-me cansada, sentia os braços com o ácido láctico a percorrer ali o músculo, e depois também aproveitei uma ferida que tinha na boca para ir ao médico respirar um bocadinho e, quando voltei, estava concentrada e mantive a tática, consegui projetá-la em ippon e foi também um momento muito importante no campeonato de hoje”, disse.

Portugal compete com 11 judocas nos Europeus de Sófia, que hoje se iniciaram e prosseguem até domingo, dia de entrada em ação de Jorge Fonseca (-100 kg), Anri Egutidze (-90 kg) e Patrícia Sampaio (-78 kg), enquanto no sábado é a vez de Bárbara Timo (-63 kg), João Crisóstomo (-73 kg) e João Fernando (-81 kg).

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