O Deputado Pedro Coimbra promoveu um pedido de esclarecimentos ao Governo sobre a intervenção urgente na EN110, parcialmente encerrada ao trânsito desde 21 de janeiro devido a um deslizamento de terras, sendo acompanhado por um grupo de Deputados do Partido Socialista, que inclui Pedro Delgado Alves e Isabel Cruz, também eleitos por Coimbra.
O troço em causa, entre Coimbra e Penacova – com interdição assinalada pela Infraestruturas de Portugal entre os km 11,700 e 12,800 – é utilizado diariamente por residentes, trabalhadores e estudantes, e o seu encerramento tem tido um impacto significativo na mobilidade e na organização da vida económica e social da Região.
Nesse sentido, é questionado o Ministro das Infraestruturas e Habitação sobre a existência de avaliações técnicas desde o deslizamento e quais as respetivas conclusões quanto ao nível de risco, estabilidade e ao tipo de intervenção necessária para repor as condições de circulação em segurança.
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Para Pedro Coimbra “este deslizamento de terras, que ocorreu ainda antes da tempestade Kristin, é grave mas, infelizmente, não surpreende. Há muito que são identificadas patologias e necessidades de intervenção nesta via, designadamente instabilidade de taludes, deficiências ao nível da manutenção e conservação, e degradação progressiva das condições de circulação”, explica o Deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Coimbra, sublinhando que a ocorrência de 21 de janeiro “vem expor fragilidades conhecidas e reforçar a necessidade de uma resposta estrutural e não meramente reativa”.
É reconhecido que as condições meteorológicas adversas têm condicionado a avaliação no terreno e que o encerramento temporário salvaguarda o que é prioritário – a segurança de pessoas e bens.
Contudo, afirma Pedro Coimbra, “essa prudência técnica não pode significar ausência de informação pública nem uma indefinição prolongada”.
“As populações, as autarquias e demais utilizadores desta via precisam de um esclarecimento claro, de transparência quanto ao estado dos trabalhos e, sobretudo, de uma previsão operacional que permita saber quais os passos seguintes, os prazos estimados e o horizonte expectável para a reposição da circulação”, sublinha, afirmando “que deve ser encontrada urgentemente uma solução que permita a resolução do problema”.
Assim, é perguntado ao Governo que previsões tem para a conclusão da avaliação técnica, para a definição e aprovação da solução a implementar, e qual o horizonte expectável para a reabertura da via, total ou parcialmente.
Tendo em conta que esta via apresenta fragilidades estruturais há vários anos, querem ainda saber que medidas prevê o Governo adotar para, além da resposta pontual ao incidente de janeiro, assegurar uma intervenção de fundo de reabilitação e reforço da segurança e das condições de circulação, bem como qual o plano e o calendário indicativo.