Mundo

De Telegram ao X. Como operava o grupo Anonymous Fénix

Notícias de Coimbra | 1 hora atrás em 22-02-2026

Os quatro principais membros do grupo de ‘hackers’ espanhol Anonymous Fénix foram detidos por suspeita de participação em ciberataques contra organismos públicos, especialmente após a tragédia da tempestade em Valência, anunciou hoje a Guardia Civil.

A polícia espanhola conseguiu identificar, em primeiro lugar, o administrador e o moderador do grupo de piratas informáticos, que se autodenomina parte do grupo internacional Anonymous, detidos em maio do ano passado em Alcalá de Henares (Madrid) e Oviedo (Astúrias).

As informações obtidas com essa intervenção levaram à identificação de outros dois membros, os dois ‘hackers’ mais ativos da organização, detidos em meados deste mês em Ibiza e Móstoles (Madrid), refere a Guardia Civil em comunicado.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

publicidade

O grupo iniciou atividade em abril de 2023, com grande incidência na rede social X e no Telegram, onde divulgavam notícias e informações contra instituições espanholas e de diferentes países da América do Sul.

A partir de setembro de 2024 aumentaram a atividade, com uma campanha de recrutamento de voluntários para perpetrar ciberataques contra domínios relevantes.

Como consequência desta operação, o perfil do grupo na rede social X e a conta do YouTube do grupo foram bloqueadas judicialmente e o seu canal do Telegram encerrado.

O grupo realizava ataques de “negação distribuída de serviço” (DDoS, na sigla em inglês) a ‘sites’ de ministérios, partidos políticos e instituições públicas, um ciberataque que visa saturar um sistema de serviço digital com um volume anormal de pedidos, impedindo-o de funcionar normalmente.

O objetivo é deixá-lo temporariamente fora de serviço, dificultando ou bloqueando o acesso de utilizadores legítimos até que a sua capacidade operacional seja restaurada.

O grupo atingiu pico de atividade após a tempestade em Valência, quando conseguiu atacar com sucesso diferentes ‘sites’ da administração pública, justificando que eram “os responsáveis pela tragédia”.

Para esta investigação, coordenada pela Procuradoria da Sala de Criminalidade Informática, pela Procuradoria de Madrid e pela Plaza 50 da Secção de Instrução do Tribunal de Instância de Madrid, a Guarda Civil contou com a colaboração do Centro Criptológico Nacional.