Coimbra

De Companhia a Batalhão: O futuro dos Sapadores de Coimbra

Notícias de Coimbra com Lusa | 32 minutos atrás em 13-03-2026

A Câmara de Coimbra elevou a Companhia de Bombeiros Sapadores a Batalhão, uma mudança que enaltece o serviço prestado pela instituição e que permite mais autonomia, disse hoje a presidente da autarquia.

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A decisão “representa muito mais do que uma alteração organizacional”, reconhecendo “a dimensão que este corpo de bombeiros já atingiu, a sua extraordinária competência operacional e o papel estratégico que desempenha na segurança do concelho e da região de Coimbra”, afirmou Ana Abrunhosa.

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A líder camarária falava na cerimónia comemorativa do 245.º aniversário dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, hoje, quando sublinhou que a mudança é igualmente uma representação de “responsabilidade acrescida”.

Aos jornalistas, Ana Abrunhosa (PS/Livre/PAN) explicou que a alteração implica a nomeação de um segundo-comandante e a possibilidade de atingir, gradualmente, cerca do triplo de operacionais, passando de 100 para 300 membros.

A nova classificação vai permitir “mais autonomia”, uma central de comandos, uma melhor coordenação entre os bombeiros sapadores e os voluntários e especializações em diferentes áreas.

Questionada sobre o reforço orçamental, considerou que, atualmente, “precisamos de ter meios que, muitas das vezes, só conseguimos com horas extraordinárias”.

“Acabamos por gastar verbas nesses meios e, portanto, o que aqui se trata é de gradualmente – aliás, já temos o concurso aberto para contratar mais sapadores – ir substituindo as horas extraordinárias por efetivos”, vincou.

Durante a cerimónia, que contou também com a presença do ministro da Administração Interna, Luís Neves, do secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, do vereador da autarquia com o pelouro da Proteção Civil, Ricardo Lino, e do comandante dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, Paulo Palrilha, Ana Abrunhosa recordou o mau tempo que assolou o país e a região a partir do fim de janeiro.

“Foram dias exigentes, dias de tensão, dias em que cada decisão tinha impacto na segurança das pessoas”, sublinhou Ana Abrunhosa, enaltecendo e agradecendo a população e o trabalho de diferentes instituições envolvidas no combate às adversidades.

Na ótica da autarca, “Coimbra respondeu bem” porque houve trabalho conjunto, tendo ficado evidente que “a segurança das pessoas depende de instituições fortes, profissionais preparados e estruturas capazes de responder quando o inesperado acontece”.

Na sessão, o ministro da Administração Interna pontuou que “poucas instituições em Portugal podem orgulhar-se de uma história” com cerca de dois séculos e meio de serviço às populações, felicitando “o ‘upgrade’ que tiveram”.

O governante também recordou as dificuldades enfrentadas pelo território devido ao mau tempo, saudando todos os afetados e os profissionais que combateram as intempéries.

À margem da cerimónia, Luís Neves foi questionado pelos jornalistas se o Governo estava disponível para apoiar a proposta da autarquia de construir uma nova esquadra da PSP.

“A senhora presidente [Ana Abrunhosa] há pouco confidenciou-me que tem aqui propostas, quer para a Polícia da Segurança Pública, quer para a Guarda Nacional Republicana. O que eu quero dizer neste tema é muito simples: o Governo está fortemente apostado em dar condições dignas de trabalho aos profissionais das forças de segurança e as autarquias têm um papel chave nesta resolução de problemas”, afirmou.

O governante garantiu que regressará à Coimbra “para ver as instalações das duas forças e para conversarmos”.

“Garantidamente, encontraremos soluções para tratar bem os polícias e os guardas”, vincou.

Já o comandante dos Bombeiros Sapadores de Coimbra afirmou que a elevação a Batalhão “é o reconhecimento formal da competência, dedicação e do profissionalismo” da instituição.

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