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Coimbra

De baixa mas sem receber protesta à porta da Segurança Social de Coimbra

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Fernando Francisco, de 55 anos, natural da Lousã, está em protesto à porta da Segurança Social de Coimbra por lhe ter sido cortado o subsídio de doença que recebia por baixa médica. Continua incapacitado para o trabalho na construção civil, está em lista de espera para uma cirurgia que não deverá ocorrer antes do próximo ano, mas não recebe qualquer apoio. 

Fernando Francisco diz que só sai da porta do Centro Distrital de Segurança Social de Coimbra, na Rua Abel Dias Urbano, quando lhe resolverem a situação. “Fico aqui até que a voz me doa”, garantiu ao Notícias de Coimbra.

Está de baixa desde janeiro deste ano por causa de uma lesão antiga que lhe começou a dar problemas. “Há 15 anos parti a tíbia e meteram-me uns parafusos e uns ferros que agora me começaram a dar estorvo”, contou ao NDC. Já está em lista de espera para ser submetido a uma cirurgia. “Ainda tenho 143 pessoas à frente, só lá para janeiro ou fevereiro”, diz.

Até setembro deste ano recebeu apoio da Segurança Social, mas “como estava de baixa médica prolongada” foi chamado “para uma junta médica” que considerou estar apto para trabalhar. “Sempre cumpri os meus deveres, gostava de saber porque me obrigam a trabalhar estando eu de baixa?”, questiona, revelando que lhe disseram “a baixa continua mas o dinheiro acabou”.

Perante esta resposta pediu reavaliação ao Serviço de Verificação de Incapacidades Temporárias da Segurança Social, com parecer da sua médica que diz que deverá permanecer de baixa. ” Qual é o meu espanto? Foram os mesmos que me reavaliaram a gozar comigo”, lamenta. “Para eles a dor é invisível, mas para mim não é”, desabafa.

“Na construção civil tenho de subir para um andaime, andar em terrenos que não é fácil andar, até o patrão diz que me quer a trabalhar mas quando eu estiver apto”, afirma.

“Eu tenho de comer, estou de baixa, mas não me pagam. Obrigaram-me a fazer greve de fome”, reclama.

A viver na localidade de Valada, em Serpins, vive com o apoio de vizinhos e amigos. “Tenho duas galinhas que me dão ovos também e vivo assim”, acrescenta.

“Espero que alguém venha falar comigo e que a situação se resolva”, diz Fernando Francisco que foi emigrante em França durante vários anos.

O NDC tentou obter esclarecimentos sobre este caso junto do Centro Distrital de Segurança Social, mas não obteve resposta até à data.

Veja o direto NDC com Francisco Fernando em protesto:

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