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Justiça

Dá Trabalho subir para o Tribunal!

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Cinco utentes da Fundação ADFP, de Miranda do Corvo, que se movimentam em cadeira de rodas, denunciaram hoje a falta de acessos para cidadãos de mobilidade reduzida no Tribunal de Trabalho de Coimbra.

Vanessa Lopes, invisual e amputada, foi notificada para comparecer ao início da tarde de hoje naquele serviço, na qualidade de testemunha, mas teve de ser transportada em peso, por quatro homens, pelas escadas de acesso ao edifício.

“Não sei como vou subir. É a primeira vez que me desloco aqui”, disse aos jornalistas quando chegou ao Tribunal do Trabalho de Coimbra, depois de uma viagem de meia hora desde Miranda do Corvo até Coimbra.

A acompanhá-la estiveram mais quatro pessoas em cadeiras de rodas, todos empunhando cartazes a exigir a “eliminação de barreiras arquitetónicas para todos” e “Deveres e direitos para todos!”

“Exigimos igualdade no acesso aos serviços públicos” e “Decorridos 40 anos do 25 de abril subsistem situações em que nos sentimos excluídos”, lia-se nos restantes cartazes.

Salientando que ficou preocupada quando soube da falta de acesso ao tribunal, Vanessa Lopes lamentou que o edifício não tenha sido adaptado para receber “deficientes, idosos e outras pessoas de mobilidade reduzida”.

“Se nos fossemos a acomodar, nada era feito no país”, disse, ainda a propósito do protesto.

Para Vasco Santos, que estava a acompanhar Vanessa, a iniciativa serve para mostrar ao país “as dificuldades em entrar em serviços públicos que se encontram espalhados por todo o país, não é só em Coimbra”.

O presidente da Fundação ADFP, Jaime Ramos, que também acompanhou o silencioso protesto cívico, considerou a situação “inaceitável, quando existem em Coimbra soluções sem barreiras arquitetónicas em edifícios devolutos do Estado”.

“Nunca me passou pela cabeça que o local onde são avaliados os sinistrados do trabalho tivesse este tipo de barreira arquitetónica”, sublinhou, considerando “que o Estado devia dar o exemplo no cumprimento da lei da não discriminação e marginalização de pessoas”.

Ao fim de quase uma hora de espera, Vanessa Lopes deparou-se com outra barreira: metade da porta de madeira de acesso ao interior do edifício teimou em não abrir.

Ao fim de um quarto de hora de tentativas sem sucesso, foi necessário retirar a mulher invisual e amputada da cadeira de rodas, que teve de ser encolhida para passar para o interior do edifício, e voltar a sentá-la.

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