Incêndios em automóveis, embora raros, podem acontecer de forma rápida e inesperada
De acordo com especialistas, a principal causa são fugas no sistema de combustível, que se tornam extremamente perigosas quando a gasolina entra em contacto com superfícies quentes e uma simples faísca é suficiente para provocar fogo.
Outro motivo comum são falhas elétricas, incluindo problemas em baterias de 12 volts ou cablagens em mau estado. Em carros elétricos e híbridos, apesar de o risco de incêndio ser menor, quando ocorre é mais difícil de controlar devido às baterias de iões de lítio, que podem sofrer fugas térmicas se danificadas.
O sobrequecimento do motor ou do catalisador também pode ser determinante, assim como o contacto com elementos inflamáveis fora do veículo, como erva alta. Fluídos como óleo, líquido de refrigeração ou de travões aumentam ainda o risco, especialmente em caso de derrame para zonas quentes do carro.
Mesmo acidentes de viação podem originar incêndios, embora os veículos modernos contem com sistemas de segurança que reduzem este risco. Já a falta de manutenção e a presença de defeitos mecânicos são fatores que tornam os automóveis mais vulneráveis a incêndios inesperados.
Para reduzir o risco, os especialistas recomendam revisões regulares, atenção a sinais como cheiros estranhos, ruídos ou aumento súbito de temperatura, evitar estacionar sobre erva alta e manter os sistemas elétricos e de combustível sempre em bom estado. Caso o carro comece a arder, o mais importante é parar em segurança, desligar o motor e sair do veículo, afastando-se do local. Não deve tentar apagar as chamas sozinho nem abrir o capot, alerta o Notícias ao Minuto.
Os incêndios em automóveis, embora pouco comuns, podem ter consequências graves. A prevenção e a manutenção regular continuam a ser as melhores formas de proteger o veículo e os ocupantes.