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Ensino

Crise e falta de alunos ameaçam ensino superior

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A crise financeira “generalizada”, a ausência de integração entre ciclos de ensino (básico, secundário e superior) e o contexto demográfico nacional são ameaças para o ensino superior português, conclui um estudo hoje revelado.

De acordo com a análise ‘SWOT’ do Sistema de Ensino Superior Português, promovida pela Comissão Setorial para a Educação e Formação (CS/11) e pelo Instituto Português da Qualidade, e elaborada pelo Grupo de Trabalho para a Gestão da Qualidade no Ensino Superior (GT2), a internacionalização, o próximo QREN (Portugal 2020) e novas formas de aprendizagem, como o e-learning, surgem como oportunidades.

“É muito claro que o contexto interno do ponto de vista demográfico e económico é de ameaça”, afirmou, em declarações à Lusa, Margarida Mano, vice-reitora da Universidade de Coimbra que participou no GT2.

Segundo a responsável, perante as ameaças, as oportunidades para o ensino superior identificadas pelo grupo “estão essencialmente na colaboração e cooperação externa, não só em países de língua portuguesa mas também em países emergentes, sendo que foi também identificado como um motor de oportunidade a questão da colaboração entre instituições do ensino superior”.

No âmbito do trabalho realizado, que teve início em fevereiro e incluiu cerca de 30 instituições do ensino superior público e privado, foram identificadas 17 oportunidades e 16 ameaças em ambiente externo às instituições.

Entre as ameaças identificadas surgem também a desvalorização atribuída ao diploma do ensino superior, a falta de cooperação entre as instituições e a indefinição do papel do ensino público e do ensino privado.

Do lado das oportunidades surgem a rede alumni (antigos alunos) e a transferência de saber das universidades e politécnicos para o tecido empresarial.

Para realizar esta análise ‘SWOT’, hoje apresentada no Porto, as instituições agruparam-se em públicas e privadas, contudo, os dois grupos de trabalho “detetaram as mesmas oportunidades depuradas”, disse Margarida Mano, acrescentando que a globalização e o multiculturalismo são vistos, em estreita relação com a internacionalização, como uma “área de possibilidade, crescimento e desenvolvimento do ensino superior”.

Ao nível das sugestões/ações, a aposta deve incidir na promoção “de ofertas formativas com entidades parceiras internacionais”, salientou Margarida Mano.

Fomentar a articulação institucional entre a oferta de cursos por regiões e refletir novos tipos de interfaces das instituições do ensino superior com a sociedade são outras sugestões apresentadas.

O GT2 aponta ainda como ações criar um observatório do cidadão em rede para partilha e divulgação de boas práticas da responsabilidade social, normalizar a afiliação da produção científica no sentido de valorizar a investigação no ensino superior, assegurar transparência, equidade e rigor nos critérios de financiamento público e, entre outras, diversificar e aumentar os serviços prestados à comunidade.

 

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