O candidato presidencial Cotrim Figueiredo foi a uma fábrica de queijadas em Montemor-o-Velho, meteu a mão na massa para tentar mostrar aos adversários “como se faz” e “como aprende rápido”, aproveitando para pedir aos portugueses votos para chegar a Belém.
“Para fazer queijadas preciso de ajuda, mas para chegar a Belém preciso dos votos dos portugueses”, lembrou Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL).
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Depois de dias difíceis, como o próprio confessou, Cotrim Figueiredo chegou à Queijadinhas Pereira – Doces Conventuais em Montemor-o-Velho e foi recebido por um grupo que gritava: “Cotrim, tens aqui a tua gente”.
“Tudo de bom, querido. Vamos em frente, não se deixe abalar”, pediu Conceição.
No interior da fábrica, o também eurodeputado não ficou só a ver, mas vestiu o avental, pôs a touca e, literalmente, a mão na massa.
O antigo líder da IL observou as funcionárias a trabalhar e, três minutos depois, arriscou: “Vão deixar-me pôr a mão na massa e destruir as queijadinhas para sempre?”.
“Não se preocupe, a sua queijadinha será única, mas na verdade não há duas queijadinhas iguais, aliás se alguém encontrar duas iguais tem queijadinhas gratuitas para toda a vida”, disse, entre risos, uma das responsáveis da fábrica que guiou a visita.
Cotrim Figueiredo moldou a queijadinha e colocou-a no tabuleiro para ir ao forno, mas decidiu moldar uma segunda, numa alusão a uma eventual segunda volta.
“É, estou a imaginar”, atirou, quando comentava com as trabalhadoras que as suas duas queijadinhas não estavam parecidas com nada do que elas fizeram.
“Todas as pessoas precisam de uma ajuda quando começam a fazer uma coisa nova, mas eu aprendo rápido”, garantiu, acrescentando só precisar de mestria e paciência.
Enquanto moldava a massa, e depois de uma tentativa falhada, o antigo líder da IL ia fazendo perguntas, nomeadamente o que distinguia aquelas queijadinhas dos restantes doces conventuais.
“Ao contrário dos outros doces conventuais, as queijadinhas são muito suaves e pouco doces”, explicou a responsável.
Que, de seguida, revelou que um dos objetivos é levar as queijadinhas ao país inteiro e, depois, internacionaliza-las.
“Eu vou quere-las no Palácio de Belém”, apontou Cotrim Figueiredo.
E, a propósito de Belém, quanto instado a escolher entre queijadinhas e pastéis de Belém ficou dividido e decidiu não arriscar uma resposta.
“Não consigo mesmo decidir”, justificou.
Cotrim Figueiredo, que nos últimos dias foi assombrado por uma denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar da IL e a dúvida sobre o eventual apoio a Ventura numa segunda volta, não quis mais falar sobre estes temas dizendo, apenas, estar “com forças redobradas” e focado em passar a uma eventual segunda volta.
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