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Convento São Francisco mostra centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul

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O Convento São Francisco vai acolher a exposição itinerante do centenário do mais notável feito aeronáutico português: a primeira travessia aérea do Atlântico Sul. Uma celebração da Marinha Portuguesa, que vai estar patente em Coimbra de amanhã, dia 14, a 24 de abril. A exposição foi inaugurada esta tarde com a presença do Vice-Presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Francisco Veiga.

A Marinha Portuguesa está a assinalar o centenário da viagem do comandante Artur Sacadura Freire Cabral e o almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, que em 1922 concretizaram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul.

Cem anos depois, o foyer do grande auditório do Convento São Francisco vai acolher uma exposição que assinala este feito, que foi inaugurada esta tarde, dia 13 de abril, pelas 15h00, com a presença do vice-presidente da CM de Coimbra, Francisco Veiga.

Com início em Lisboa, a 30 de março de 1922, a viagem foi finalizada a 17 de junho, no Rio de Janeiro, ficando para sempre imortalizada por ter sido a primeira ligação aérea entre a Europa e a América do Sul. A jornada foi realizada através da utilização de um método inovador de navegação aérea desenvolvido pelos portugueses que, por isso, se constitui como um marco da maior relevância, importância e visibilidade para Portugal para a Marinha e para a Força Aérea.

O início do projeto da Travessia Aérea do Atlântico Sul teve lugar em 1919, por ocasião da visita do Presidente do Brasil a Portugal, quando Sacadura Cabral lançou a ideia de comemorar o primeiro centenário da independência do Brasil, em 1922, realizando uma viagem aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro.

Para que esta esta viagem pudesse ser concretizada, era necessário criar-se um método de navegação que permitisse pilotar a aeronave com precisão sobre a imensidão do oceano. Com essa finalidade, Gago Coutinho adaptou ao Sextante um horizonte artificial e desenvolveu, em colaboração com Sacadura Cabral, o corretor de rumos, que permitia calcular graficamente o ângulo entre o eixo longitudinal da aeronave e o rumo a seguir, considerando a intensidade e direção do vento.

O novo método foi testado na viagem Lisboa-Madeira, em 1921, que foi concluída em cerca de sete horas e meia e demonstrou a precisão destes inovadores instrumentos que iriam ser determinantes para o sucesso da travessia aérea do Atlântico Sul.

A 30 de março de 1922, deu-se início à primeira travessia aérea do Atlântico Sul, protagonizada pelo Almirante Gago Coutinho e pelo Comandante Sacadura Cabral a bordo do hidroavião Fairey III, batizado “Lusitânia”, tendo como destino final o Rio de Janeiro. Foi uma viagem bastante atribulada, onde foram utilizadas três aeronaves. Depois de percorridas 4527 milhas, em 62 horas e 26 minutos, os heroicos oficiais foram recebidos em festa pela população do Rio de Janeiro, a 17 de junho de 1922.

Estava assim concluída a primeira travessia aérea do Atlântico Sul pelos oficiais de Marinha Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

A exposição que assinala este feito ficará patente no Convento São Francisco até 24 de abril.

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