Coimbra

Contrato para captar investimento para Coimbra esteve suspenso mais de um ano

Notícias de Coimbra | 1 mês atrás em 14-06-2024

Um contrato de marketing para captar investimento nacional e internacional para Coimbra, celebrado entre o município e uma empresária israelo-americana, esteve suspenso por mais de um ano e foi retomado em 31 de maio, com mais despesa associada.

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Após concurso público lançado em junho de 2022, a Câmara de Coimbra contratou serviços de assessoria em marketing e comunicação para captação de investimento à empresária israelo-americana Nirit Harel, em outubro de 2022, por 67.500 euros, com um prazo de execução de 120 dias.

No entanto, no final de março de 2023, quando a execução do contrato deveria estar terminada e a agência Lusa questionou o município sobre os resultados desses mesmos serviços, a Câmara de Coimbra informou que o prazo de execução encontrava-se suspenso, “uma vez que até agora ainda não foram reunidas as condições que permitem a sua operacionalização, nomeadamente a disponibilidade de técnicos municipais para a execução de algumas tarefas previstas”.

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“Assim que o município reúna os meios necessários, o prazo será retomado”, informou, na altura, a autarquia, em resposta escrita enviada à Lusa, esclarecendo que o pagamento de quaisquer serviços só seria concretizado “após a execução total das obrigações contratuais”.

Ainda em março de 2023, o município informava que a empresária tinha desenvolvido trabalho previsto no contrato, “tendo já sido definida a conceptualização de uma campanha de marketing e comunicação e realizadas diversas entrevistas no âmbito da mesma”.

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Em abril e maio de 2024, a agência Lusa voltou a questionar o município sobre a execução do mesmo contrato, tendo recebido resposta no final da tarde de quinta-feira. A informação revelava que a execução do contrato com Nirit Harel tinha sido retomada “a 31 de maio, após a assinatura de uma adenda ao mesmo”.

O hiato de tempo é justificado pela autarquia pela tentativa de “encontrar uma solução interna para garantir o apoio previsto nas áreas de ‘design’ e de vídeo, não tendo sido possível”.

Face à ausência de recursos próprios, o município avançou com um ajuste direto em 23 de maio com a empresa Slideshow para assegurar o apoio naquelas áreas, com um custo de cerca de 20 mil euros e um prazo de execução de 30 dias.

“Atualmente, decorre o trabalho conjunto entre a prestadora de serviços Nirit Harel e a empresa, que esperamos venha a ter resultados em breve”, salientou o município.

Apesar de a contratação ser apenas com Nirit Harel, na proposta ao concurso público, em 2022, está também associado ao currículo e experiência da mesma candidatura José Manuel Diogo, com carreira na área da comunicação e atualmente presidente da Associação Portugal Brasil 200 Anos, instituição que assegura a curadoria da antiga Casa da Escrita de Coimbra, espaço municipal.

Antes do concurso, em novembro de 2021, a empresária israelo-americana, enquanto diretora da empresa Impact, visitou as instalações do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, na companhia de José Manuel Diogo e do ex-reitor da Universidade de Coimbra João Gabriel Silva, que viria a liderar aquela incubadora a partir de abril de 2022.

No concurso, a única proposta considerada válida para além da de Nirit Harel foi da empresa portuguesa LPM, que apresentava um custo de 50 mil euros (menos 17.500).

Porém, o fator de experiência tinha uma maior ponderação (80%), e aí a empresária israelo-americana teve melhor pontuação.

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