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Política

Conselho Nacional do PSD reúne-se hoje para aprovar contas e debater situação política

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O Conselho Nacional do PSD reúne-se hoje à noite em Lisboa para aprovar contas do partido, debater um novo regulamento de quotas e analisar a situação política.

Trata-se da primeira reunião do órgão máximo do partido entre congressos do ano e acontece num período marcado por casos e demissões no Governo, mas em que também surgem as primeiras críticas públicas internas à forma de oposição de Luís Montenegro.

Da ordem de trabalhos consta a apresentação, discussão e votação do Relatório e Contas de 2021 (em que se incluem as eleições autárquicas), a apresentação, discussão e votação do Plano de Atividades e do Orçamento do partido para 2023, bem como a apresentação do novo Regulamento de Quotizações, que passará pela sua simplificação.

O último ponto é dedicado à análise da situação política, poucas semanas depois de várias demissões de membros do Governo – incluindo a de Pedro Nuno Santos – e numa altura em que continuam as notícias sobre polémicas e casos judiciais a envolver alguns membros do executivo, como o ministro das Finanças, Fernando Medina, o ministro dos Negócios Estrangeiros (ex da Defesa), João Gomes Cravinho, ou do Ambiente, Duarte Cordeiro.

Também o PSD viu um destacado apoiante de Luís Montenegro ser envolvido num caso judicial: a Operação Vórtex, de que resultou a detenção do presidente da Câmara de Espinho (PS) Miguel Reis (que renunciou ao mandato), envolveu também buscas à residência de Joaquim Pinto Moreira e à apreensão do seu computador e telemóvel.

O deputado e ex-presidente desta autarquia do distrito de Aveiro entre 2009 e 2021 não foi, por enquanto, constituído arguido nem chegou ao parlamento o pedido de levantamento de imunidade parlamentar, mas já deixou a vice-presidência que ocupava na bancada do PSD e a presidência da comissão de revisão constitucional.

Questionado, múltiplas vezes, sobre as consequências dos ‘casos’ no Governo, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tem afastado de forma taxativa o cenário de dissolução, dizendo que “não é claro que surgisse uma alternativa evidente e forte imediata ao que existe”.

Internamente, a reunião do Conselho Nacional acontece algumas semanas depois de a direção do PSD ter decidido abster-se na moção de censura da IL ao Governo, tendo sido conhecida na semana passada uma declaração de voto crítica dos deputados André Coelho Lima e Carlos Eduardo Reis, que avisaram para os perigos da “ausência de demarcação” ou tibiezas dos sociais-democratas.

Na sexta-feira foi também publicado um artigo no Expresso do candidato derrotado nas últimas diretas, Jorge Moreira da Silva, em que critica o Governo, mas também os partidos da oposição que “não arriscam a apresentação de alternativas e limitam-se a um registo de combate”, anunciando que vai promover, a partir de final de janeiro, “uma ampla discussão pública sobre uma nova geração de políticas e de medidas capazes de posicionar Portugal”.

Nas últimas semanas, também o ex-líder Rui Rio regressou ao espaço público – embora sem comentar política nacional – e Pedro Passos Coelho tem aparecido, via redes sociais, em almoços com figuras do partido como o ex-secretário de Estado José Eduardo Martins, mas em silêncio desde que, em dezembro, escreveu um artigo no jornal online Observador a apelar aos partidos contra a despenalização da eutanásia que se comprometam a reverter a lei no futuro, caso venham a ter maioria no parlamento.

O Conselho Nacional do PSD reuniu-se pela última vez em 11 de novembro para aprovar o projeto de revisão constitucional do partido, uma reunião que decorreu de forma pacífica, apenas com críticas pontuais à forma como o processo foi conduzido.

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