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Académica

Conselho criado em Coimbra junta comunidades de alunos estrangeiros

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As várias associações de estudantes da Universidade de Coimbra oficializaram hoje a criação do Conselho Académico Internacional, que pretende juntar e dar voz às comunidades de alunos estrangeiros, nomeadamente dos países lusófonos.

O protocolo foi assinado hoje pela Associação Académica de Coimbra (AAC), a Associação de Estudantes Angolanos de Coimbra (AEAC), a Associação de Pesquisadores e de Estudantes Brasileiros (APEB), pelos Académicos Timorenses de Coimbra (ATC) e pela Associação de Estudantes Cabo-Verdianos em Coimbra (AECVC).

Esta nova estrutura pretende ter “uma presença contínua na vida destas associações e juntar na mesma mesa associações representativas para desenvolver projetos conjuntos”, seja do foro lúdico, recreativo ou de integração, como também de intervenção política, afirmou o presidente da AAC, João Assunção.

Segundo aquele dirigente estudantil, o Conselho tem já duas ações imediatas previstas: ajudar a reativar ou a criar associações de estudantes de outras países (como Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe) e organizar um arraial internacional em 16 de outubro, nos jardins da AAC, em que as diferentes associações darão a conhecer a sua gastronomia, atividade cultural e também artística.

Na área da intervenção política, João Assunção prevê que o Conselho possa funcionar em reação a qualquer assunto que seja necessário “atuar num determinado momento”, apontando também para a questão da propina internacional, contestada pela AAC.

Questionado pela agência Lusa sobre se o Conselho também estará atento a questões relacionadas com racismo ou xenofobia dentro da Universidade, João Assunção realçou que “tudo o que o que seja matéria de preocupações ou anseios dos estudantes internacionais e nacionais terá, sem dúvida, espaço”.

“Há uma preocupação de integrar”, frisou, referindo que, com o Conselho, será muito mais fácil reagir e intervir perante qualquer situação que seja sinalizada.

O presidente da APEB em Coimbra, Felippe Vaz, congratulou-se com a criação daquele órgão, de forma a poder dar visibilidade aos problemas dos mais de 2.300 estudantes brasileiros que estudam na Universidade de Coimbra.

“Queremos tornar Coimbra numa cidade internacional do conhecimento. Nada mais justo do que unir forças entre as associações”, notou.

Também o presidente da AECVC, Bruno Souto Amado, aplaudiu a medida, já que é uma forma de garantir uma melhor integração de todos os estudantes na cidade.

O presidente da ATC, Durão Silva, salientou que há uma grande preocupação dos estudantes timorenses na integração, nomeadamente na barreira linguística, considerando fundamental esta união entre associações representativas dos alunos da Universidade de Coimbra.

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