Edifício do antigo Museu da Água no Parque Manuel Braga em Coimbra foi transformado numa biblioteca que acolhe a coleção particular do físico Carlos Fiolhais.
Dois anos depois de ter sido assinado o acordo entre as Águas de Coimbra, Município de Coimbra e Carlos Fiolhais, a Estação Elevatória de Coimbra passou a designar-se de Biblioteca Carlos Fiolhais. A cerimónia decorreu quarta-feira, 21 de janeiro, e resulta de uma requalificação do espaço pelo arquiteto João Mendes Ribeiro.
A intervenção permite ao espaço acolher a coleção particular do físico tornando-o um “dos espaços mais bonitos da cidade”, afirmou Alfeu Sá Marques, presidente do Conselho de Administração da Águas de Coimbra.
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Na prática, o antigo Museu da Água passou a ser “um espaço onde possamos, livremente, com toda a liberdade da ciência, da cultura, discutir o que é que queremos para a cidade e o que queremos para o mundo”.
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Duas vezes por mês, a Estação Elevatória de Coimbra acolherá sessões tertúlias com a presença de convidados como, por exemplo, Manuel Antunes e Sérgio Godinho durante o primeiro trimestre de 2026.
O patrono da biblioteca referiu ao Notícias de Coimbra que estarão disponíveis naquele espaço os livros que foi adquirindo e/ou que lhe foram ofertados nas mais variadas línguas.
Para já, estão disponíveis 5.000 livros, mas ao todo, e depois de terem sido catalogados, serão 40.000 as obras disponíveis para consulta e/ou levar emprestado para casa. Na prática, trata-se de um polo da Biblioteca Municipal de Coimbra.
“Nós vamos ter aqui encontros, tertúlias, espetáculos, música, teatro, porque uma biblioteca é um ponto de encontro. Uma biblioteca hoje não é um armazém de livros, está muito longe de ser um armazém de livros. Uma biblioteca é o centro da comunidade, quer dizer, nós podemos estar separados por, sei lá, religiões, ideias políticas, etc., condições que somos diferentes, mas a biblioteca une-nos no sentido em que é o nosso património, é aquilo que os nossos antepassados nos deixaram, é conhecimento condensado que nos pode ser o tempo ao futuro”, afirmou Carlos Fiolhais.
Surpreendida com a requalificação do espaço ficou Ana Abrunhosa. A presidente da câmara de Coimbra afirmou que aquele passou a ser “uma casa aberta, uma casa comum, onde podemos ler, onde podemos também desfrutar das vistas do rio e esperemos, em breve, ter aqui uma pequena cafeteria, onde possamos também ler, conviver”.
“Tem uma varanda sobre o rio Mondego, que sai do edifício e, portanto, olhar Santa Clara e desfrutar deste espaço magnífico. Eu fiquei verdadeiramente surpreendida com a qualidade da requalificação”, frisou.
A autarca elogiou o trabalho do arquuiteto João Mendes Ribeiro que permitiu “um trabalho simples e, ao mesmo tempo, requintado”, garantindo que a Câmara Municipal aproveitará “para vir e fazer aqui iniciativas e ter aqui atividades”.
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