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Política

Congresso do PAN: Aprovado voto de pesar pelos animais vítimas de incêndios e maus tratos

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O VIII Congresso do PAN aprovou hoje um voto de pesar pelos animais vítimas de incêndios e maus tratos, recordando o fogo que vitimou mais de 70 animais em Santo Tirso, Porto, em julho passado.

O voto foi aprovado por unanimidade e os delegados cumpriram um minuto de silêncio, no Hotel dos Templários, Tomar, onde termina hoje o VIII Congresso.

O texto, lido pela deputada e dirigente Bebiana Cunha, recorda o incêndio que vitimou, em julho de 2020, mais de 70 animais em Santo Tirso, Porto, que se encontravam em abrigos ilegais: “Naquela noite as vítimas foram os animais, mas quem lá esteve guardará consigo todos os momentos e não esquecerá os cheiros, as imagens, a revolta, a frustração”, lamentou.

O documento afirma que os cidadãos que tentaram salvar os animais “foram impedidos”, “mesmo que alguns tenham sido salvos graças aos heróis e heroínas que não desistiram deles”, sublinha que “que durante anos o espaço foi objeto de denúncia sem que as autoridades fizessem o que lhes competia”.

No voto, que tem como primeira subscritora Inês Sousa Real, nova porta-voz do partido, lê-se também que, como os animais não estavam registados eletronicamente, não sendo possível saber ao certo quantos se encontravam nas instalações.

“Estes animais foram os mesmos que nunca tiveram a oportunidade de ser divulgados para adoção e podem bem simbolizar tantos outros que em Portugal são negligenciados e maltratados diariamente”, sublinha.

No que toca às explorações pecuárias, Bebiana Cunha sublinha que “só em 2021 já morreram mais de 5.000 animais carbonizados” e refere que “outras vítimas têm sido os animais em incêndios florestais”.

No texto, agradece-se às pessoas e entidades que se mobilizaram para ajudar os animais naquela situação, mas criticam que “o Governo que continua a dar cata branca a canis intermunicipais, que continua a não fazer campanhas nacionais de esterilização nem a sensibilizar para o efeito, a não fiscalizar criadores”.

“E às autarquias que empurram com a barriga a proteção animal dizemos: dia 18 de julho voltamos a Santo Tirso para exigir justiça por estes animais. Do ministro da Administração Interna queremos que assuma as suas responsabilidades em memória destas vítimas. Da ministra da Agricultura queremos: evolução que rima com abolição”, refere.

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