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Confraria da Rainha Santa precisa de 100 000 euros para requalificar capela-mor da igreja

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A Confraria da Rainha Santa Isabel anunciou hoje que vai lançar uma campanha de angariação de fundos para restaurar a capela-mor da igreja da Rainha Santa, em Coimbra, intervenção estimada em cerca de 100 mil euros.

rainha santa

A intervenção na capela-mor da igreja, integrada no conjunto monumental do mosteiro de Santa Clara-a-Nova, inclui as pinturas murais e do teto do monumento, as telas e as talhas que as envolvem, disse aos jornalistas António Rebelo, presidente da mesa administrativa da Confraria de Santa Isabel.

“È uma campanha junto da população, empresas e comércio”, afirmou o mesmo responsável, adiantando que os benfeitores que doarem um mínimo de 500 euros receberão um diploma feito especialmente para a ocasião “ricamente iluminado á maneira medieval”.

Em declarações durante a apresentação do programa das Festas da Rainha Santa Isabel 2017, António Rebelo explicou que a intervenção na capela-mor não conta com “nenhum apoio estatal”: “Os fundos de apoio ao património estão a contemplar edifícios que carecem mais dessas verbas e o mosteiro não foi contemplado”, explicou.

O responsável da confraria da Rainha Santa Isabel frisou que os problemas na capela foram detetados “já nos anos 30” do século passado e derivam, argumentou, da “acumulação de velas a arder naquela zona”, que levaram à acumulação de “muito carbono” no teto e episódios de humidade que têm vindo a deteriorar as pinturas ao longo dos anos.

António Rebelo considerou a intervenção na capela-mor como “uma necessidade urgente”, mas não fez previsões sobre o tempo que vai demorar a angariar aos 100 mil euros necessários à obra.

“É uma necessidade urgente, tal como [a requalificação de] todos os retábulos que temos na igreja”, afirmou, adiantando que o próprio teto de abóbada do monumento do século XVII “precisa de ser limpo e consolidado”, depois de há cerca de um ano e meio terem sido detetadas infiltrações. “É um edifício com muitos problemas e muitos anos”, lamentou.

Por ser ano ímpar, em 2017 não se realizam as procissões da Rainha Santa e o programa das festividades centra-se, quase exclusivamente, em cerimónias religiosas, entre 01 e 04 de julho, feriado municipal de Coimbra. Neste dia, o programa inclui quatro missas, uma das quais, denominada da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, contará com a participação dos Duques de Bragança, Duarte e Isabel.

A 01 de julho decorre, a partir das 15:00, uma distribuição de bens alimentares a cerca de 300 famílias carenciadas de Coimbra e a 03 de julho é inaugurada uma exposição com retábulos “que nunca foram mostrados ao público” das Clarissas do mosteiro de Santa Clara-a-Nova, que, a partir dessa data, terá caráter permanente e integrará o circuito turístico do monumento.

A angariação de fundos para as obras da capela-mor da igreja inclui ainda um concerto de harpa, a 09 de julho, pela harpista Beatriz Cortesão.

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