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Política

Eurodeputado disse em Coimbra que presidência portuguesa ficou marcado pela cimeira com os EUA

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O eurodeputado socialista Pedro Marques disse hoje que o semestre da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) ficou marcado pela cimeira com os Estados Unidos (EUA) e o seu regresso à cena internacional.

“Do ponto de vista de afirmação externa da Europa estes seis meses foram absolutamente centrais na relação da UE com os EUA e o seu regresso à cena internacional”, frisou o ex-ministro do Planeamento e Infraestruturas, numa participação por videoconferência a partir de Bruxelas.

O antigo governante intervinha na conferência “Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia: que balanço”, promovida pela Delegação Regional do Centro e Alentejo da Ordem dos Economistas, em parceria com a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, que decorreu esta tarde.

Pedro Marques destacou a cimeira entre a UE e os EUA como “momento muito alto destes seis meses” de presidência portuguesa, que permitiu o regresso dos americanos “ao multilateralismo, à cooperação e à construção de posições no quadro mundial, como o acordo muito recente ao nível do G7 relativamente à fiscalidade, que estava bloqueado há imenso tempo, em particular pela administração Trump”.

“A perspetiva de agora no segundo semestre a participação ativa dos EUA e UE naquilo que é o processo da cimeira de Glasgow, relativamente às alterações climáticas, são momentos muito importantes destes primeiro semestre”, salientou o eurodeputado no painel “Impactos na afirmação externa da UE”.

Neste contexto, o antigo ministro socialista salientou a aprovação da Lei Europeia do Clima durante a presidência portuguesa, que esteve hoje em debate final e votação, “porque é muito significativa na liderança global da Europa relativamente às questões das alterações climáticas”.

Pela negativa, Pedro Marques destaca outras situações em que a evolução não foi tão positiva nestes seis meses, “desde logo a situação relativamente às relações com outros principais blocos mundiais”.

“A política externa mundial está cada vez mais feita por blocos e, em particular, por uma certa bipolaridade entre os EUA e a China, que está a procurar muito clivar esse afrontamento e a Europa tem de ter aqui um papel, pois não pode ser apenas uma seguidora dos EUA”, disse.

Nesse contexto, a presidência portuguesa teve um papel muito importante com a realização neste semestre da cimeira entre a UE e a Índia, “que não tem sido uma prioridade, mas que é uma prioridade já que a Índia se afastou das parcerias regionais e é um espaço de afirmação global”.

Ainda no âmbito da afirmação externa, o eurodeputado socialista referiu o papel da Europa na resposta global à crise da covid-19 e na parceria Covax (acesso global às vacinas) para a distribuição global de vacinas, “mas também com o objetivo de exportação de 50% das vacinas produzidas na Europa, o que é uma diferença muito grande em relação a outros blocos globais e mesmo aos EUA”.

Este primeiro semestre, afirmou, foi também “muito importante na criação de uma nova relação com o Reino Unido, que foi estabelecida com um acordo de parceria, com muitas dificuldades, e com mais dificuldades ainda na sua implementação”.

“Estamos a passar uma fase muito difícil, já que o Reino Unido tem resistido muito à questão da implementação dos procedimentos de fronteira no mar da Irlanda, que têm de ser mesmo implementados sob pena da integridade do mercado único se perder”, disse.

Ainda no painel “Impactos na afirmação externa da UE”, o professor universitário Manuel Lopes Porto salientou a importância da Cimeira Social do Porto e com a Índia neste primeiro semestre de presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

O antigo eurodeputado do PSD considerou “muito gratificante” a Cimeira Social, que cimentou o modelo social europeu, que não é impeditivo de “se poder competir”, lamentando apenas que não se tenha realizado uma cimeira com África e com o Mercosul.

“Passo o tempo a dizer aos chineses que nós, com o modelo social europeu, temos um superavit muito superior, esse é que é o ponto. E não temos petróleo, nem nada”, sublinhou o académico, salientando que “outros não ficaram prejudicados com o sistema social europeu, que permite ainda competir”.

A conferência “Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia: que balanço” foi organizada pela Delegação Regional do Centro e Alentejo da Ordem dos Economistas, em parceria com a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

A 01 de janeiro deste ano Portugal assumiu a presidência semestral do Conselho da União Europeia, que termina a 30 de junho.

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