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Coimbra

Concelhia de Coimbra do CDS-PP dissolvida por demissão da maioria dos dirigentes

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A maioria dos membros da Comissão Política Concelhia de Coimbra (CPCC) do CDS-PP renunciaram aos cargos, o que implica a dissolução do órgão, foi hoje anunciado.

“Todos os vice-presidentes e a esmagadora maioria dos restantes membros da CPCC do CDS-PP apresentaram hoje a sua demissão ao presidente da Mesa do Plenário Concelhio”, Rui Nuno Castro, informam os demissionários em comunicado, indicando que a decisão “determina que o órgão se dissolve” à luz dos estatutos do partido.

Contactado pela agência Lusa, Rui Nuno Castro confirmou que a Comissão Política Concelhia “fica dissolvida por falta de quórum”, já que “mais de metade dos seus membros apresentaram a demissão”, e revelou que o presidente da estrutura, Américo Petim, não subscreveu o pedido de demissão.

Rui Nuno Castro disse que já comunicou esta decisão coletiva à secretaria geral do CDS-PP, em Lisboa.

“Face à reflexão que nos obrigámos a fazer sobre a situação do partido em Coimbra, na sequência das últimas eleições legislativas e tendo presentes os resultados obtidos, sentimos ser nosso dever assumir a demissão de todos os lugares que ocupamos na Comissão”, afirmam os demissionários na carta.

Tomaram esta decisão, esclarecem, “não por nos sentirmos responsáveis pelas opções e estratégia assumidas pela direção nacional presidida pelo Dr. Francisco Rodrigues dos Santos, em que nenhum de nós se reviu”.

“Em Coimbra, estas opções e estratégias foram acompanhadas exclusivamente pela Comissão Política Distrital do CDS-PP, o que, por isso, nos iliba de qualquer responsabilidade face ao dramático desfecho eleitoral da passada noite de 30 de janeiro”, referem.

Para os signatários da carta, “ninguém até agora que represente a Comissão Política Distrital do CDS-PP, nem nenhuma estrutura política, nem nenhum responsável, retirou as devidas consequências de ter sido suporte da errática estratégia do partido e da sua direção, com os resultados que são conhecidos e que levaram o próprio presidente do partido a demitir-se”.

“Convocado que está o órgão máximo do CDS, o seu Congresso, do qual sairá uma nova visão de partido para o país, uma nova estratégia e necessariamente um novo presidente, a nossa demissão permitirá também que em Coimbra possa surgir uma nova estrutura concelhia com o reforço político necessário para ser capaz de acompanhar os novos desafios que se vão colocar ao CDS com a esperança e a energia renovadas”, concluem.

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