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Comunista Manuel Rocha explica porque foi a “território ucraniano ocupado pela Rússia”

António Alves | 9 meses atrás em 12-09-2023

O deputado municipal do PCP, Manuel Rocha, lamentou ao Notícias de Coimbra que a sua presença naquele que será um território ucraniano ocupado pela Rússia tenha sido aproveitada para “a devassa” da sua vida privada. Na entrevista, o candidato a deputado criticou ainda o dirigente de uma associação de ucranianos pelo facto de ter pedido ao seu governo para “o perseguir”, bem como a solicitar à polícia portuguesa para o investigar.

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De acordo com o docente, a deslocação do último fim de semana para participar como observador das eleições regionais russas partiu de um convite formulado por uma organização ligada à Duma (câmara baixa da Assembleia Federal), tendo aceite essa proposta “a título pessoal”. “Desde o início (da estadia) até ao momento em que me vim embora, eu andei de forma autónoma, mas dentro das limitações resultantes do facto daquele ser um local de guerra”, frisou.

Antigo estudante na União Soviética, onde aprendeu a língua russa, Manuel Rocha prescindiu de tradutor durante o período em que esteve no território. “Eu tinha e tenho um grande interesse em perceber o que se passa naquele lado e com aquelas pessoas”, disse.

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Sobre o conflito, o militante comunista recordou que aquele território já se encontra em guerra desde 2014, tendo sido “o mais massacrado pelas tropas ucranianas na altura em que foi criada a República Popular de Donetsk”.

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Relativamente às conversas que foi tendo com a população local, o deputado municipal disse que a mensagem mais recorrente aponta para a chegada da paz ao território. “Esperam que a eleição de representantes signifique mais um passo nessa direção”, afirmou.

Na entrevista ao Notícias de Coimbra, o músico  apelou à negociação para, dessa forma, se colocar um fim a este conflito, pois “está-se a assistir a um abrir de hostilidade cada vez mais intenso”.

Sobre a posição do seu partido, que em comunicado se demarcou da presença do militante e das declarações que prestou a órgãos de comunicação social russa, Manuel Rocha respondeu que o PCP fez “o que está correto”. “Quando nós pegarmos na nossa liberdade e a deitarmos para o lixo, estamos desgraçados”, afirmou.

Veja o Direto Notícias de Coimbra com Manuel Rocha

 

Recorde-se que esta não é a primeira vez que o deputado municipal conimbricense está envolvido em polémicas com a guerra na Ucrânia. Em maio passado, a sua participação nas comemorações russas do Dia da Vitória, promovidas pela associação Iuri Gagarine, foi bastante criticada.

Uma presença que foi dada a conhecer por alguém intitulado “judeu de origens ucranianas” em mail enviado aos colegas do Conservatório de Música de Coimbra. A resposta surgiu, em forma de texto de opinião, na página pessoal do facebook de Manuel Rocha.

 

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