A Marionet, sediada em Coimbra, quer ter um espaço próprio, que é mais do que necessário e justificado, e sugeriu à Câmara a utilização do Museu dos Transportes, “fechado há mais de 20 anos”, revelou hoje a companhia.
“Tendo em conta que já estamos com 25 anos de atividade ininterrupta, somos apoiados pela Direção-Geral das Artes, temos uma equipa fixa, acho que é cada vez mais necessário [ter um espaço], mais premente e mais do que justificado”, disse hoje Francisca Moreira, diretora de produção da Marionet, durante a conferência de imprensa de apresentação da programação da companhia para 2026.
A responsável salientou que o grupo tem tentado um espaço junto da Câmara Municipal, “todos os anos”, propondo locais que estão devolutos ou que poderiam ser reaproveitados de outra forma.
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“Temos insistido muito com alguns espaços da cidade e há um que nos parece que seria eventualmente mais fácil de executar, que é o Museu dos Transportes. O Museu dos Transportes está há mais de 20 anos fechado à espera de ser o Museu dos Transportes e durante este tempo esteve fechado à cidade”, afirmou, assinalando que o espaço já foi de apresentação de espetáculos e concertos.
A ideia foi também já apresentada à vereadora Margarida Mendes Silva, com a tutela da cultura, no novo executivo camarário.
“Sentimos da parte dela muita sensibilidade e afirmou-nos que gostaria muito, ao fim destes quatro anos de mandato, de nos deixar com um espaço. Ela propôs eventualmente até a criação de um espaço novo de raiz”, adiantou.
Para o diretor artístico Mário Montenegro, “seria estratégico para a cidade, criar um centro onde se cruzassem as artes performativas com a ciência”, que seria um espaço de criação, mas também de apresentação do que se faz no mundo inteiro.
“Com a rede internacional em que estamos inseridos, facilmente dinamizaríamos um espaço desses, que seria um espaço único no país. E temos vindo também, mais uma vez, a apresentar aos diferentes executivos esta ideia de um centro de cruzamento das artes performativas com a ciência, mas estamos com esperança que seja desta”, rematou.
À Lusa, a vereadora Margarida Mendes Silva confirmou ter interesse em encontrar uma solução para a Marionet, considerando que o espaço apontado pela companhia é difícil.
“Aquela sugestão que eles deram, que compreendo, porque efetivamente já teve um histórico, (…) não me parece ter grande possibilidade, face a um projeto museológico que existe para lá, que está a marinar há muitos anos, mas que iria pensar num outro caminho”, disse.
“Pode passar por encontrar um espaço que já está edificado e que pode prestar-se a isso ou fazê-lo de raiz. Está tudo em aberto. Não há qualquer tipo de compromisso. A promessa foi de me interessar, pelo assunto e de me empenhar para encontrar uma solução até o final do mandato”, acrescentou.
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