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Como proteger o motor do carro ao atravessar zonas inundadas?

Notícias de Coimbra | 5 minutos atrás em 06-02-2026

Imagem: https://depositphotos.com

Com a chuva intensa e as cheias que têm afetado várias regiões do país, conduzir em zonas parcialmente inundadas tornou-se um risco real para os automobilistas.

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Especialistas alertam que atravessar água sem a devida precaução pode provocar o chamado calço hidráulico, um problema grave que pode destruir o motor e gerar prejuízos de milhares de euros.

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O calço hidráulico ocorre quando a água entra nos cilindros do motor, que são concebidos apenas para comprimir ar e combustível. Ao contrário do ar, a água não se comprime, provocando bloqueio imediato do motor e danos em bielas, pistões e até no bloco do motor. Na maioria dos casos, a reparação exige a substituição completa do motor.

Antes de tentar atravessar uma zona inundada, a primeira recomendação é avaliar visualmente a profundidade da água. Como regra geral, se a água atingir metade da altura da roda, o ideal é não avançar. É também importante ter atenção à posição da admissão de ar do motor, que em muitos veículos modernos se encontra numa zona baixa, aumentando o risco de aspiração de água.

Caso seja inevitável atravessar, a forma de condução é determinante. O veículo deve avançar devagar em primeira velocidade, mantendo uma velocidade constante para criar uma pequena onda à frente do carro. Mudanças de caixa durante a travessia devem ser evitadas, e é essencial não parar a meio, pois isso aumenta o risco de entrada de água no motor e no escape.

Se o motor se desligar no meio da água, os condutores não devem tentar ligar novamente. A ação pode agravar os danos internos. O mais seguro é colocar a viatura em ponto morto, sair com cuidado se possível, e chamar assistência. Antes de qualquer nova utilização, um mecânico deve verificar se entrou água no motor, refere a Vortex Mag.

Mesmo após atravessar sem incidentes aparentes, a água pode causar danos que só se manifestam dias ou semanas depois. É recomendado verificar embaciamento ou água nos faróis, ruídos anormais em correias ou rolamentos, e o estado do óleo do motor e da caixa de velocidades, especialmente em travessias mais profundas.

Os especialistas concluem que, sempre que houver alternativa, a opção mais segura é evitar atravessar estradas inundadas. Um pequeno desvio pode evitar danos graves e despesas elevadas. Em situações de dúvida, a regra é clara: não arriscar.