Portugal

Como é que a mudança de hora influencia o descanso e o bem-estar diários?

Notícias de Coimbra | 1 semana atrás em 27-03-2026

A mudança para o horário de verão, que ocorre já amanhã em Portugal, pode provocar alterações temporárias no organismo, nomeadamente cansaço, sonolência durante o dia e dificuldades em adormecer.

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Apesar de se tratar de um ajuste de apenas uma hora, esta alteração modifica a relação entre o relógio biológico e a hora oficial. Nos primeiros dias, é comum que algumas pessoas sintam maior dificuldade em dormir, acordem cansadas ou tenham a sensação de que as suas rotinas ainda não estão totalmente ajustadas.

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O corpo humano funciona com base nos ritmos circadianos, um sistema interno que regula os períodos de sono e vigília ao longo do dia. A luz natural desempenha um papel fundamental neste processo, sendo o principal sinal utilizado pelo cérebro para sincronizar estes ciclos. Quando o horário é alterado de forma artificial, o organismo necessita de tempo para se adaptar. Durante esse período de adaptação, podem surgir sintomas como fadiga, dificuldades de concentração e irritabilidade. “Muitas pessoas pensam que uma hora não representa uma mudança significativa, mas o cérebro precisa de reorganizar os seus ritmos internos. É normal sentir mais sonolência ao longo do dia e alguma dificuldade em manter a concentração”, explica Lucía Miranda Cortés, especialista em psicologia.

O impacto faz-se sentir sobretudo no descanso noturno. Com o adiantamento do relógio, algumas pessoas acabam por acordar antes de completarem o ciclo natural de sono, o que pode resultar em menor energia ao longo do dia e maior sensação de cansaço. Os efeitos não são iguais para todos. Pessoas que já dormem poucas horas tendem a sentir mais a mudança, assim como os adolescentes, cujos ritmos biológicos favorecem horários de sono mais tardios. Já nas pessoas mais velhas, a adaptação pode ser mais lenta devido a um sono mais fragmentado e a uma menor capacidade de reajuste do organismo.

Para facilitar a adaptação ao novo horário, os especialistas recomendam a adoção de algumas medidas simples: antecipar gradualmente a hora de deitar e de acordar nos dias anteriores, garantir exposição à luz natural durante a manhã, evitar o uso de ecrãs antes de dormir, manter horários regulares de refeições e atividade física e reduzir o consumo de cafeína durante a tarde.

Embora estes efeitos sejam geralmente temporários, podem influenciar o bem-estar e o desempenho diário. Caso as dificuldades persistam durante várias semanas, é aconselhável procurar apoio especializado para uma avaliação mais detalhada. A mudança da hora continua a ser uma prática comum, mas exige uma adaptação do organismo que não deve ser desvalorizada.

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