Usar roupas demasiado apertadas — como jeans muito justos, leggings, cintos apertados ou roupa interior muito justa — pode ter consequências para a saúde que vão além do simples desconforto estético, alertam médicos e especialistas em bem‑estar.
Embora muitas vezes seja uma escolha de moda ou preferência pessoal, estudos e profissionais de saúde indicam que peças que comprimem o corpo podem afetar a circulação sanguínea e a postura, além de causar irritação na pele, tensão nervosa e até problemas digestivos se usadas com frequência prolongada.
Quando a roupa é muito apertada, o fluxo de sangue pode ficar comprometido, especialmente em zonas como as coxas, cintura ou barriga. Isso pode levar a sensações de formigueiro, dormência ou até inchaço nas pernas, e agravar condições já existentes em pessoas com varizes ou dificuldades de circulação.
A pressão contínua no abdómen também pode intensificar sintomas de refluxo ou desconforto gastrointestinal, empurrando o ácido do estômago para cima e atrasando a digestão, especialmente após refeições.
Além disso, roupas muito justas criam um ambiente quente e húmido na pele, favorecendo irritação cutânea e infeções fúngicas, sobretudo em áreas íntimas quando a ventilação é reduzida.
Para minimizar estes riscos, especialistas recomendam optar por roupa que permita movimento livre, boa circulação e ventilação adequada da pele, alternando com peças mais largas durante o dia e evitando aperto excessivo durante longos períodos.