Com a chegada de 2026, o Notícias de Coimbra esteve no Mercado Municipal para perceber se o novo ano trouxe mudanças ou se as dificuldades sentidas em 2025 continuam a marcar o dia-a-dia de comerciantes e consumidores. O sentimento geral é de cautela, num contexto em que o aumento do custo de vida continua a pesar nas decisões de compra.
Na banca do bacalhau, produto indispensável das mesas de Natal, o balanço é menos positivo do que em anos anteriores. A procura diminuiu, sobretudo devido ao preço elevado. “Está muito caro, as pessoas evitam”, admite um comerciante, explicando que muitas famílias optaram por comprar menos ou por substituir o tradicional bacalhau por alternativas mais económicas.
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Apesar de, para já, os preços se manterem relativamente estáveis, os vendedores alertam para aumentos iminentes. A expectativa é que, nas próximas semanas, vários produtos essenciais sofram agravamentos, “daqui a uma ou duas semanas vai aumentar tudo”, refere outro comerciante, apontando para subidas nas farinhas e noutros bens alimentares.
O mesmo cenário é sentido na zona dos queijos, onde a preocupação com o futuro é evidente. Os comerciantes admitem que os preços dificilmente se manterão e que o início do ao traz mais incertezas do que garantias. Ainda assim, a esperança mantém- se “Vender muito, ter saúde e paz é o que interessa, o resto vai vindo”.
Questionados sobre a nova presidência da Câmara Municipal de Coimbra e e eventuais melhorias no Mercado Municipal, os comerciantes mostram-se reservados.
A maioria afirma não ter visto qualquer presença da nova presidente no espaço nem conhecer medidas concretas previstas para o mercado, “ainda não sei o que é que virá para aí”, comenta uma das comerciantes.
Assim, o novo ano começa com expectativas moderadas no Mercado Municipal de Coimbra. Os preços, para já, mantêm-se, mas tudo indica que os próximos meses trarão novos aumentos. Quanto às mudanças prometidas, comerciantes aguardam por sinais concretos.
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