Saúde

Come (muita) carne vermelha? Está a arriscar a diabetes

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 horas atrás em 16-02-2026

Um conjunto de estudos científicos recentes sugere que comer em excesso carne vermelha e carnes processadas pode aumentar significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2, a forma mais comum de diabetes, que representa um importante problema de saúde pública em todo o mundo.

Uma análise internacional de dados de quase 2 milhões de pessoas em 20 países concluiu que o consumo habitual de carne vermelha — tanto não processada como processada — está ligado a um risco mais elevado de diabetes tipo 2, mesmo depois de ajustarem fatores como idade, estilo de vida e índice de massa corporal.

Segundo os investigadores, comer regularmente carnes processadas, por exemplo fiambre, salsichas ou bacon, está associado a um risco maior do que comer carne vermelha não processada, ainda que ambos os tipos apresentem ligações epidemiológicas à doença. Estas associações não provam causalidade direta, ou seja, não demonstram que a carne por si só causa diabetes, mas mostram que existe uma correlação consistente entre hábitos alimentares ricos em carne e taxas mais altas da doença.

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Especialistas em saúde pública e nutrição interpretam estes resultados como um incentivo a reduzir a quantidade de carne vermelha e processada na dieta, substituindo‑a, sempre que possível, por outras fontes de proteína, como legumes, nozes, peixe ou aves magras.

A diabetes tipo 2 é uma doença crónica que pode conduzir a complicações graves, incluindo doenças cardiovasculares, problemas renais e perda de visão se não for bem gerida. Assim, qualquer factor de risco evitável — incluindo certos padrões alimentares — é considerado relevante por profissionais de saúde.