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Coligação Coimbra é Capital contra encerramento da Estação Nova

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A coligação Coimbra é Capital (PDR/MPT) manifestou-se hoje contra o encerramento da Estação Nova e da ligação ferroviária até Coimbra B e acusou o executivo do socialista de falta de transparência sobre o futuro daquela infraestrutura.

A candidata Inês Tafula salientou hoje à agência Lusa que a Estação Nova “é muito importante pela afluência das pessoas que transitam nos comboios urbanos, suburbanos, regionais e de alta velocidade” e que, depois da entrada em funcionamento do ‘metrobus’ os dois sistemas podem operar em conjunto.

“Somos pela manutenção da Estação Nova e o argumento de que a requalificação do espaço ribeirinho não tem sido feita por causa da estação não invalida uma intervenção na frente ribeirinha, que pode ser feita já”, disse a cabeça de lista ao município de Coimbra, que é vice-presidente do Partido Democrático Republicano (PDR).

Inês Tafula recorda que existe um caso de sucesso semelhante em Lisboa, com a Estação de Santa Apolónia, “em que se conseguiu manter perfeitamente a estação antiga e em paralelo a utilização ou o uso do autocarro de forma eficiente”.

“Portanto, a requalificação pode ser feita imediatamente sem ter de se desmantelar as linhas da Estação Nova”, defendeu a candidata, considerando que Coimbra “não aprendeu nada” com o desmantelamento dos carris do ramal da Lousã, entre este concelho e a cidade de Coimbra.

A entrada em funcionamento do Sistema de Mobilidade do Mondego, projetado para 2023, que consiste na implementação de um ‘metrobus’, utilizando veículos elétricos a baterias que irão operar no antigo ramal ferroviário da Lousã e na área urbana de Coimbra”, prevê o desmantelamento da ligação ferroviária entre a Estação Nova e Coimbra B.

“Achamos que a solução não passa pelo desmantelamento e que a estação ferroviária se pode manter, até porque os comboios são mais rápidos do que os autocarros e também porque os dois sistemas podem operar simultaneamente”.

A cabeça de lista da Coligação Coimbra é Capital (PDR/MPT) exortou o atual presidente da Câmara, o socialista Manuel Machado, a publicar os planos “que tem da Estação Nova, porque há uma falta de transparência em relação ao que pretendem para o futuro”.

Continuando na área dos transportes, Inês Tafula defendeu ainda a existência de passes intermodais “para que se faça a ligação entre a rede ferroviária de alta velocidade e os autocarros” e de passes mais baratos para a população, que incentive ao uso de transportes mais sustentáveis que ajudam a reduzir o dióxido de carbono.

Com uma campanha direcionada para a sustentabilidade e para uma cidade “cada vez mais verde”, a coligação plantou esta tarde 10 choupos brancos híbridos no Parque Verde do Mondego e prosseguiu a iniciativa de colocar cinzeiros ecológicos reutilizáveis, com capacidade para recolherem individualmente aproximadamente 800 pontas de cigarro.

Além de Inês Tafula, nas eleições de dia 26 concorrem à Câmara de Coimbra o atual presidente Manuel Machado (PS), José Manuel Silva (coligação Juntos por Coimbra), Francisco Queirós (CDU), Gouveia Monteiro (Cidadãos por Coimbra), Filipe Reis (PAN), Tiago Meireles Ribeiro (Iniciativa Liberal) e Miguel Ângelo Marques (Chega).

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