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Coimbra vibra ao som de 80 violoncelos

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 29-08-2025

Oito dezenas de participantes, entre os quais Ophélie Gaillard e Filipe Quaresma, vão marcar presença no Festival de Violoncelo À Corda, entre 05 e 28 de setembro, em espaços emblemáticos de Coimbra, unindo a música ao património.

“O mais impactante festival de violoncelo do país” e o “único que tem regularidade anual” irá proporcionar um mês inteiro de iniciativas, em diferentes locais, protagonizadas por cerca de 80 participantes, entre colaboradores e artistas, afirmou na manhã de hoje o diretor regional da Inatel, Bruno Paixão.

Ao longo da conferência para apresentação do evento, o diretor artístico, Tiago Anjinho, apontou que, com o objetivo de manter a alma do festival, a quinta edição irá associar o património da música ao da cidade, criando palcos em espaços como a Biblioteca Joanina, que receberá Ophélie Gaillard, descrita como “uma das melhores violoncelistas do mundo”.

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Este ano, a programação conta com um maior número de eventos e mais variedade, sendo dois espetáculos de forró brasileiro, no Liquidâmbar e nas piscinas do Mondego, uma das novidades desta edição.

A programação arranca com um concerto gratuito de Vasco Dantas e Isabel Vaz, no Conservatório de Música de Coimbra, onde C’Marie fará um desenho em tempo real, em conjunto com a apresentação musical, que estará visível ao público, dando asas a liberdade de expressão.

Um dos pontos altos do festival será o espetáculo de Ophélie Gaillard, na Biblioteca Joanina, no dia 22 de setembro, um espaço que acolhe poucos concertos justamente “para que o que se faça seja especial”, sendo este um desses casos, asseverou o vice-reitor da Universidade de Coimbra para Cultura, Comunicação e Ciência Aberta, Delfim Leão.

Como adiantou Tiago Anjinho, a iniciativa encerra no Convento São Francisco, com Filipe Quaresma, “um dos melhores violoncelistas portugueses de sempre”, que estreia a sua obra “The Protecting Veil”, acompanhado pela Orquestra Festival À Corda.

O Teatro Municipal da Lousã, no distrito de Coimbra, também irá receber um espetáculo, no estilo barroco, com instrumentos de época, ao cargo de Ayres Extemporae, evento que também ocorre na Sé Velha de Coimbra.

Ao longo do mês, o público poderá desfrutar da união do violoncelo com o Fado de Coimbra, sem cantor, na Escada do Quebra-Costas, de forma gratuita, e do espetáculo do finlandês Martti Rousi com o Quarteto Chiado, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

No Teatro Académico de Gil Vicente, Luís Magalhães estará reunido com Torleif Thedéen, artista que utiliza um instrumento que remonta aos séculos XVII e XVIII.

O curador do Violoncelo À Corda revelou ainda que uma parte dos valores arrecadados com a bilheteira vai reverter para o Fundo de Ação Social António Luís Gomes, no âmbito de uma parceria entre a Associação Momentos À Corda e a Associação Académica de Coimbra (AAC).

O presidente da mesa da Assembleia Magna da AAC, Diogo Rocha, esclareceu que o Fundo de Ação Social António Luís Gomes ajuda a garantir que nenhum estudante seja deixado para trás e que as barreiras económicas nunca sejam barreiras à educação.

Já o chefe da Divisão de Cultura da Câmara de Coimbra, Rafael Nascimento, esclareceu que a autarquia apoia o evento com dez mil euros.

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