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Coimbra tem “A cor da vida” exposta no Museu Municipal

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“A cor da vida”, uma exposição comemorativa do centenário de Armando Alves Martins, vai ser inaugurada no próximo sábado, dia 12 de novembro, às 15:00, na sala de exposições temporárias do Museu Municipal de Coimbra (Edifício Chiado). A exposição, de entrada livre, pode ser visitada até 08 de janeiro de 2023, de terça a sexta-feira, das 10:00 às 18:00, e aos sábados e domingos, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00.

A obra de Alves Martins revela a sua enorme apetência para a pintura e para a experimentação de suportes, cores e técnicas, deixando-se claramente influenciar pelas diferentes correntes artísticas com que foi contactando ao longo da sua vida. As obras em exposição no Museu Municipal (Edifício Chiado) são uma clara representação do seu percurso. Integra obras criadas entre 1945 até 2013, onde prevalecem as aguarelas, com tons esbatidos e suaves, e onde a representação de paisagens e de elementos da natureza se adivinham em formas muito equilibradas e com um certo romantismo. Também com a aguarela explorou motivos mais abstratos e geometrizantes, onde, nalguns casos, se podem identificar edifícios e composições que facilmente se relacionam com a sua atividade de arquiteto. Para além das aguarelas, apresenta obras ensaísticas com recurso ao acrílico e colagem, de cariz abstrato, mas onde prevalece com um admirável trabalho da cor e da harmonia na composição.

A exposição, de entrada livre, pode ser visitada até 08 de janeiro de 2023, de terça a sexta-feira, das 10h00 às 18h00, e aos sábados e domingos, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. A inauguração decorre no próximo sábado, dia 12 de novembro, pelas 15h00.

Armando Alves Martins nasceu em Proença-a-Nova, a 20 de outubro de 1922. Formou-se em Arquitetura, pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e, em 1944, estreou-se como aguarelista, em Santarém. Entre 1961 e 1966 viveu na Suíça, em Zurique. Como arquiteto, trabalhou em gabinetes e empresas de construções e na Câmara Municipal (CM) de Coimbra, possuindo uma forte ligação à cidade. Dedicou-se, principalmente, à arquitetura religiosa, sendo o autor das igrejas do Vidual (Pampilhosa da Serra), Tovim do Meio (Coimbra), Santiago da Guarda (Ansião), Casa de Saúde de Santa Isabel (Condeixa) e das capelas de Fajão e Gavinhos (Lorvão) e do Quartel de Infantaria de Beja.

Em arquitetura civil, concebeu e realizou vários projetos de norte a sul do país, sendo de destacar, em Coimbra, a Maternidade Daniel de Matos e o edifício de apoio às antigas piscinas municipais. Foi professor, no ensino secundário, de Educação Visual, Desenho e Geometria Descritiva, e, também, assistente convidado de desenho livre dos cursos de engenharia civil e arquitetura, na Universidade de Coimbra.

Publicou três livros de poemas, o último dos quais para crianças. Durante alguns anos dedicou-se também à fotografia e ao cinema amador. Ilustrou ainda livros e revistas, pintou algumas peças de cerâmica e realizou mais de 50 exposições de pintura (individuais e coletivas). Morreu a 01 de dezembro de 2015, em Coimbra.

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