O Festival das Artes QuebraJazz realiza a sua 17ª edição na cidade de Coimbra, de 12 de julho a 29 de agosto de 2026, afirmando-se como um dos mais relevantes eventos culturais do verão português.
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Sob o tema “Contraponto”, o Festival propõe, nesta edição, um diálogo entre opostos (tradição e vanguarda, estrutura e improvisação, nacional e internacional), refletindo a essência da composição musical e a identidade multidisciplinar que tem marcado o seu percurso, ao mesmo tempo que celebra, na sua relação com a música de Beethoven, o romance “Point Counter Point” de Aldous Huxley, publicado há quase cem anos (1928).
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A abertura acontece no dia 12 de julho, no Convento de São Francisco, com o espetáculo de bailado “Os Maias”, pela Companhia Nacional de Bailado, numa criação coreográfica de Fernando Duarte, que inaugura o Ciclo da Dança e que resulta de uma coprodução entre o Convento de São Francisco e o Festival das Artes QuebraJazz. Esta é uma oportunidade única para ver um espetáculo que esgotou nas suas apresentações em Lisboa e no Porto e que já está esgotado na futura digressão pela Polónia.
A programação musical arranca a 14 de julho, no anfiteatro Colina de Camões, nos jardins da Quinta das Lágrimas com a estreia absoluta de “Contraponto”, pelo Quinteto Jeffery Davis.
Nos dias seguintes, o Festival apresenta um conjunto de concertos que cruzam linguagens e geografias: o Quatuor Tchalik interpreta Beethoven e Saint-Saëns (15 de julho); a Orquestra Hot Clube de Portugal junta-se a John Hollenbeck para a apresentação de um novo disco em estreia absoluta (16 de julho); e Bianca Gismonti & Manuel de Oliveira sobem ao palco com um ensemble de cordas e sopros, numa estreia nacional que cruza jazz e world music (17 de julho).
A programação inclui ainda a Orquestra de Jazz da EACMC (18 de julho, entrada livre, em Santa Clara-a-Nova) e, no dia 19 de julho um recital de ópera confiado à organização-projeto Opera for Peace – Leading Young Voices of the World, com a participação de um dos seus mais famosos “embaixadores”, o tenor René Barbera.
Após uma breve pausa, o Ciclo da Música do Festival regressa a 21 de julho com o pianista David Fray, num recital a solo intitulado “Baroque Encores”.
O encerramento, a 22 de julho, fica a cargo da Orquestra Gulbenkian, sob direção musical de José Eduardo Gomes, com o Concerto para Violoncelo de Dvořák, interpretado por João Pedro Gonçalves, e a Sinfonia n.º 5 de Beethoven no programa.
Paralelamente, o Festival volta a estender-se a outros espaços e linguagens artísticas, com programação a anunciar em breve, que inclui cinema, artes plásticas, gastronomia e concertos de jazz de entrada livre nas emblemáticas Escadas Quebra-Costas, no centro histórico de Coimbra, durante o mês de agosto, reforçando a sua dimensão multidisciplinar e o envolvimento com a cidade.
“Celebrar a 17.ª edição do Festival das Artes QuebraJazz é reafirmar Coimbra como um lugar de liberdade criativa. […] O 17.º Festival das Artes QuebraJazz não é apenas uma sucessão de concertos, é um organismo vivo. É uma experiência de imersão onde cada nota, cada imagem e cada gesto são fios de uma harmonia superior.”, afirma Miguel Lima, diretor do Festival.
O Festival das Artes QuebraJazz conta com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra.
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