Coimbra

Coimbra sai à rua no dia 1 de abril pelo direito à habitação e pelo aumento do custo de vida

Notícias de Coimbra | 11 meses atrás em 30-03-2023
 
O centro do país mobilizou-se para as manifestações “Casa Para Viver”, inseridas numa semana de ações e manifestações por toda a Europa, com protestos marcados para as 15:00 de dia 1 de abril em Coimbra (Praça 8 de Maio), Aveiro (Praça Joaquim Melo Freitas) e Viseu (Praça da República).
Em Coimbra, a concentração é marcada pelo movimento Porta Adentro, que surgiu depois de uma reunião aberta promovida pela associação Chão das Lutas. A caminho da concentração do próximo sábado, na cidade está ainda a ser divulgada uma oficina de cartazes no dia 30 (quinta-feira) pelas 17:00, na Real República do Bota-Abaixo.

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As Repúblicas de Estudantes fazem parte da cultura da “cidade universitária”, mas apesar de reconhecidas como património imaterial de interesse municipal e património da humanidade têm sido alvo de nítida negligência, como faz notar o movimento Porta Adentro, assinalando também a falta de condições da maioria das Residências Universitárias e lembrando que todos os anos centenas de jovens abandonam os estudos porque não encontram habitação a preços acessíveis.

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O movimento destaca ainda que as pessoas com deficiência são um dos grupos mais invisibilizados e dos mais afetados pela crise da habitação, vivendo em habitações que não têm as condições mínimas de acessibilidade, pela ausência de alternativas e por insuficiência económica. Exige-se, assim, um contingente de habitação acessível, de promoção pública, reservado exclusivamente a pessoas com deficiência. Todos os novos projetos de habitação devem ter em conta critérios de segurança e acessibilidade, quer nas próprias casas, quer no espaço envolvente, integrando também a perspetiva das mulheres com deficiência. Devem ainda promover a autonomia das pessoas com deficiência, em articulação com um plano de desinstitucionalização coordenado e gradual.

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Coimbra há muito vive uma crise de habitação, que afeta de forma marcante e continuada estudantes, jovens famílias, pessoas racializadas, populações migrantes e da comunidade cigana, pessoas com deficiência, idosas e que sofrem discriminações no mercado de habitação pelos mais variados motivos.

O manifesto da concentração assenta em três pilares – direito à habitação, direito à cidade e fim da exploração e do aumento do custo de vida – ficando a promessa de lutar contra a loucura das rendas e a falta de acesso à habitação, até que toda a gente tenha Casa Para Viver. 

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Além das cidades da região centro, Coimbra, Aveiro e Viseu, também Porto, Lisboa e Braga têm manifestações Casa Para Viver marcadas para dia 1.
 

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