A Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra começa hoje, 28 de fevereiro, no Convento São Francisco, e prolonga-se até amanhã, reunindo quase meia centena de doceiros e apostando num programa pensado para públicos mais diversos.
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A iniciativa reúne 46 doceiros, cinco internacionais e 41 de todo o país, incluindo Madeira e Açores. O presidente da Associação de Doceiros de Coimbra, Ricardo Paiva, sublinha o caráter cada vez mais inclusivo do evento, pensado para todas as faixas etárias e para uma experiência confortável ao longo de todo o dia, com destaque para os ‘workshops’.
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A edição deste ano tem como tema a arrufada de Coimbra, que será amplamente abordada nas oficinas — incluindo uma dedicada às crianças, convidadas a “pôr a mão na massa”. Haverá ainda ‘workshops’ em que os doceiros partilham, de forma simples e direta, o seu dia a dia profissional.
O diretor da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, José Marques, destaca as oficinas de gastronomia histórica, com demonstrações práticas que revisitam a tradição portuguesa e a cruzam com propostas contemporâneas.
Entre as atividades contam-se ‘workshops’, ‘showcookings’, conversas, oficinas, sessões de contos, animação, apresentação de livros, concertos e promoção de artesanato. Um dos momentos altos é o espetáculo de Vitorino, que celebra 50 anos do álbum Semear Salsa ao Reguinho — a única atividade paga do programa.
A ‘chef’ Marlene Vieira participa num ‘showcooking’ com uma abordagem inovadora a um doce de Coimbra. A programação inclui ainda a rubrica “Artes na Mesa”, que cruza artes visuais e doçaria, e as sessões de contos “Estórias Degustadas”, na livraria Bruaá, instalada no CSF.
Marcam presença cidades estrangeiras como Sumy, Aix-en-Provence, Zamora, Santiago de Compostela e Salamanca.
A Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra conta com um investimento municipal de 77 mil euros, mais cerca de 15 mil euros do que na edição anterior.
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