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Desporto

Coimbra: Recordistas “excederam expectativas” nos Nacionais de natação

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Os resultados obtidos por vários nadadores nos Nacionais, que terminaram no domingo, “excederam as expectativas” do diretor técnico nacional da modalidade, a caminho dos Europeus, mas José Machado alerta para os perigos “de embandeirar em arco”.

Os campeonatos nacionais absolutos, juniores e juvenis decorreram ao longo de quatro dias em Coimbra, com oito nadadores a garantirem mínimos para os Europeus e quatro para os Mundiais, com Diogo Ribeiro a bater o recorde nacional absoluto dos 50 metros mariposa por duas vezes.

O nadador do Benfica, de 17 anos, superou duas vezes a marca que estava na posse de Simão Morgado desde abril de 2009, depois de ter batido também, por duas vezes, os recordes nacionais nos 100 livres.

Também Camila Rebelo estabeleceu duas vezes o novo máximo luso nos 200 costas.

O campeonato trouxe recordes nacionais também para Miguel Nascimento (50 livres), João Costa (100 costas) e Ana Rodrigues (50 bruços), além de Diogo Cancela na natação adaptada, com recorde europeu nos 200 metros mariposa.

“Esperava que alguns recordes pudessem acontecer, mas não estava à espera que tivéssemos tamanha qualidade e quantidade a este nível. Também tenho de reconhecer que estão um bocadinho circunscritos a um conjunto de atletas”, explicou à Lusa.

Segundo o diretor técnico nacional, esta não será “infelizmente uma evolução global”, depois de dois anos em que a pandemia de covid-19 afetou esta, como todas, as modalidades, mas antes “uma grande evolução de um conjunto restrito de nadadores”.

Esse grupo ficou evidenciado no fim de semana pela quantidade de recordes nacionais que fizeram cair, bem como a margem com que o conseguiram, acrescentou.

Estes Nacionais não escaparam, ainda assim, a algumas críticas pelo modelo implementado, com condições “de garantir aos melhores nadadores a máxima qualidade possível”, com muito tempo entre eliminatórias e final, para poderem passar menos tempo na piscina, intervalos grandes que permitiram “aos melhores obterem os melhores resultados possíveis”, mas também aumentou a dificuldade para outros.

Apesar dos bons resultados, diz José Machado, é preciso “ter os pés bem assentes na terra”, sem “embandeirar em arco”, até porque esta evolução deve seguir para o “objetivo fundamental, que é ter um nadador numa final olímpica em Paris2024”, algo ainda distante.

Os melhores resultados lusos em Jogos Olímpicos foram os sétimo e nono lugares de Alexandre Yokochi, nos 200 metros bruços, em Los Angeles1984 e Seul1988, respetivamente, tendo Ana Catarina Monteiro sido, em Tóquio2020, a primeira portuguesa a disputar uma meia-final da natação em Jogos Olímpicos, terminando no 11.º posto.

A “bitola de qualidade” que representam os mínimos para os Europeus, acima da anterior, é outra prova de como estes atletas “excederam as expectativas”.

Para Roma, em agosto, irão nadadores portugueses, cujo plano é concentrarem-se no campeonato da Europa a 100%, em alguns casos às ‘custas’ dos Mundiais, entre 18 de junho e 03 de julho em Budapeste.

“Se agora temos um conjunto de resultados que efetivamente excederam expectativas, não quer dizer que as coisas se mantenham, as coisas mudam rapidamente. Há três meses, os heróis da natação portuguesa eram outros, e não nos podemos esquecer desses nadadores. (…) Queremos aumentar o lote de nadadores com bons resultados a nível internacional. Não temos no horizonte poder aspirar a medalhas, mas estou convencido que teremos vários a aspirar a finais já neste Europeu”, garante.

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