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Coimbra

Coimbra recebe Congresso de Medicina Legal

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Ao abrir os trabalhos da II Conferência do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Francisco Brízida Martins, Presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), citou um dramaturgo da Grécia Antiga, Eurípides, quando afirmou que “O tempo não se ocupa em realizar as nossas esperanças: faz o seu trabalho e voa”.

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E acrescentou: Assalta-me tal frase constatando que passou depressa – voou -, o tempo decorrido desde o dia em que neste mesmo local, também na última quinta-feira de outubro, o INMLCF realizou a sua I Conferência. Então, como hoje, a razão e a motivação mantêm-se: mostrarmo-nos como somos no quotidiano, com critérios de exigência numa prestação que vá de encontro à nossa razão de existir.

Com verdade e objetivamente, afigura-se-me inquestionável existirem no INMLCF nichos de excelência. Com igual critério, e porque e não há bela sem senão, tenho todavia de assumir que denotamos falhas e insuficiências em algumas áreas, situações que urge ultrapassar.

Francisco Brízida Martins disse ainda que “sem que este seja o local e o momento para tal balanço, não posso contudo deixar de vos dizer que a preocupação que nos orienta não é – como frequentemente sucede – a de pretendermos ser recompensados com as aparências do mérito, mas antes pelo próprio mérito.

Depois do Presidente, falou o Vice-presidente João Pinheiro que referiu ser este o maior evento científico nacional, anual, da Medicina Legal e das Ciências Forenses em Portugal.

O sucesso do ano passado levou-nos à continuidade aprimorada, diríamos, com algumas poucas correções. A aposta no modelo de comunicações orais onde cada profissional ou investigador tem a sua oportunidade de participar, desde que o mérito da comunicação seja reconhecido pela comissão científica, está ganha, salientou João Pinheiro.

O dirigente aproveitou a ocasião para fazer um balanço dos 18 meses que esta direcção está no poder, tendo destacado “o fortalecimento da colaboração com as Universidades, designadamente com as Faculdades de Medicina.

Salientou ainda, “com muito agrado, a estreita e profícua colaboração que iniciámos este ano com a Nova Medical School da Universidade Nova de Lisboa, que estando ali mesmo ao lado da nossa Delegação Sul não se comunicava com esta, vivendo ambas inexplicavelmente de costas voltadas há longos anos, com várias consequências nefastas, entre as quais a cadeira de Medicina Legal ter sido paulatinamente reduzida a 6 horas letivas anuais no atual plano de estudos do curso de Medicina daquela escola.
João Pinheiro espera que este encontro, que decorre até amanhã no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, seja para além de um espaço anual de encontro de ideias e ciência, uma oportunidade única para partilha e convívio, para a construção de amizades e cumplicidades, igualmente importantes para o desenvolvimento científico de participantes e instituições.

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