Coimbra

Coimbra: Portugal precisa de mais engenheiros civis para poder crescer (com vídeos)

Zilda Monteiro | 1 ano atrás em 19-11-2022

Atrair mais alunos para os cursos de engenharia civil é um dos grandes desafios do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (DEC/FCTUC), que comemorou este sábado (19 de novembro) meio século de existência.

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Durante a sessão comemorativa, que decorreu no Polo II da Universidade de Coimbra (UC), o diretor do Departamento, Rui Simões, lembrou que este é “um dos problemas” atuais da engenharia civil, um problema que não é específico de Coimbra mas que é comum em todo o país.

Defendeu que “é inevitável que, nos próximos anos, o número de alunos a chegar aos cursos de engenharia civil aumente”, já que “são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade”.

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“É impossível uma sociedade sobreviver sem a engenharia civil”, disse ao Notícias de Coimbra. Mostrou-se, contudo, otimista quanto ao futuro e espera que, paulatinamente, o número de estudantes nestes cursos continue a aumentar.

Recordou que a diminuição na procura começou há cerca de uma década, fruto da crise económica que se viveu na época. A diminuição de jovens nestes cursos faz com que, como explicou, “as entidades empregadoras tenham muitas dificuldades em contratar engenheiros recém licenciados”. É também evidente quando se fala de investigação, uma vez que quando são lançados concursos para bolsas “ficam desertos, porque não há quantidade de engenheiros a sair das universidades que consigam alimentar todas essas entidades”, realçou.

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Rui Simões considera, ainda, que os jovens estudantes têm a ideia errada de que a engenharia civil “não é um curso suficientemente tecnológico”. Desmistifica também a ideia de que a engenharia civil está “muito associada à construção de edifícios”, estando realmente presente em “praticamente tudo o que nos rodeia nas cidades”.

Fazer com que o número de alunos aumente é, portanto, um desafio que o Departamento vai ter que enfrentar nos próximos anos.

Presente nas comemorações, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, sublinhou também que, “mais do que nunca, são precisos mais engenheiros, porque um país sem engenheiros é um país que não cresce”.

Sobre os 50 anos do Departamento, explicou que são cindo décadas “a inovar e a responder aos desafios” que a sociedade foi impondo e frisou que a “engenharia é fundamental para a construção do Portugal moderno” e das “cidades inteligentes”, sem esquecer o papel determinante que tem também na construção e reabilitação do parque habitacional.

A importância que os engenheiros civis têm para a construção das sociedades foi também destacada por Isabel Lança, presidente do Conselho Diretivo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Engenheiros; Ana Bastos, vereadora da Câmara de Coimbra, responsável pelo pelouro do Urbanismo; e por Luís Simões da Silva, vice-reitor da UC.

As comemorações dos 50 anos do DEC/FCTUC procuraram promover o reencontro entre diferentes gerações de docentes, investigadores, estudantes, funcionários e colaboradores.

Depois da sessão de abertura, continuaram com uma evocação da história deste Departamento e com um debate sobre as perspetivas e desafios futuros da engenharia civil enquanto área profissional. Foi, também, recordado o professor Laginha Serafim (que dá nome ao auditório onde decorreram as celebrações) que, juntamente com o professor Vítor Graveto, esteve na origem do DEC/FCTUC.

Uma exposição sobre a história deste Departamento e a atuação do Chorus Ingenium marcaram também este dia de festa.

Veja os vídeos dos diretos NDC:

 

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