Coimbra mantém estado de emergência municipal, mas risco de inundação grave já passou
Após os últimos dias de precipitação intensa, a Câmara Municipal de Coimbra anunciou que, embora ainda existam zonas inundadas, a situação de risco mais grave foi ultrapassada. A confirmação foi dada após reuniões com a APA, o IPMA e as equipas municipais de emergência.
Segundo a presidente da câmara, as previsões indicam que a Baixa de Coimbra não sofrerá inundações graves, apesar de algumas áreas continuarem alagadas, principalmente na zona sul da cidade. Os caudais do rio começam a baixar, e os serviços de proteção civil alertam a população para não regressar às habitações até ser considerado seguro.
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“As pessoas só devem regressar às suas casas quando dermos sinal de segurança, para evitar riscos desnecessários”, sublinhou a autarca. A situação mantém-se monitorizada, com especial atenção às barragens, nomeadamente a da Aguieira, cuja estabilização tem permitido reduzir o perigo.
A câmara destacou ainda o trabalho das equipas municipais e dos bombeiros — sapadores e voluntários — que, desde o dia 28, têm intervindo dia e noite, retirando árvores, limpando vias e prestando assistência às famílias afetadas. Apesar da gravidade da situação, não foram registadas vítimas, o que é considerado uma “vitória” pelas autoridades.
Foi também dado início à avaliação de danos em habitações, agricultura, comércio e infraestruturas municipais e de freguesias. A autarquia reforçou que apoiará as famílias através de candidaturas a programas do governo e, quando necessário, disponibilizará soluções temporárias de alojamento.
Em relação ao risco em Montemor-o-Velho, a presidente alertou que as inundações devem persistir durante várias semanas, sendo necessário acompanhamento constante das infraestruturas e sinalização de percursos alternativos, sobretudo para o trânsito pesado.
As autoridades sublinharam ainda a importância do planeamento e da monitorização contínua, destacando a atuação rápida em situações críticas, como o fecho temporário de autoestradas para proteção de vidas, e a coordenação com o governo e entidades especializadas para minimizar riscos.
Apesar dos desafios, a Câmara de Coimbra assegura que a situação está sob controlo e continuará a acompanhar diariamente as áreas afetadas, mantendo alerta máximo para proteger a população e restaurar a normalidade nas zonas inundadas.