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Economia

Coimbra no caminho ferroviário da circulação de mercadorias para Espanha e França

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 O Corredor Atlântico entrou em funcionamento no domingo e pretende oferecer “mais capacidade” na circulação de comboios de mercadorias entre Portugal, Espanha e França, avançou hoje a REFER – Rede Ferroviária Nacional.

A REFER adianta, em comunicado, que o Corredor Ferroviário de Mercadorias n.º 4, designado por Corredor Atlântico, “entrou formalmente em funcionamento, no dia 10 de novembro”, resultado da cooperação entre a gestora da infraestrutura ferroviária portuguesa e as suas congéneres espanhola (ADIF) e francesa (RFF).

“Se é verdade que já hoje circulam comboios de mercadorias entre os países que integram o Corredor Atlântico, é igualmente verdade que a sua cota de mercado e potencial de crescimento se encontram limitadas por restrições na infraestrutura, défice de capacidade e lacunas de coordenação operacional”, refere a empresa, sublinhando que o corredor “pretende inverter essa situação, propondo-se para o efeito oferecer mais capacidade, performance superior e melhor informação”.

A gestão conjunta do Corredor Atlântico visa a “coordenação do tráfego internacional de mercadorias, com o objetivo de minimizar o impacto de atrasos com consequente melhoria da fiabilidade”, a garantia de capacidade reservada para comboios internacionais de mercadorias, bem como o planeamento “concertado” dos trabalhos na infraestrutura.

Está prevista a extensão do “Corredor Atlântico” à Alemanha até novembro de 2016, data limite fixada pela União Europeia.

A 17 de outubro, a Secretaria de Estado dos Transportes, Infraestruturas e Comunicações adiantou hoje, em comunicado, que a criação do Corredor Atlântico iria permitir a circulação de comboios de mercadorias, em bitola [distância entre carris] europeia e interoperáveis com o resto da rede ferroviária Europeia, desde a fachada Atlântica Portuguesa, ligando Sines, Setúbal, Lisboa, Évora, Santarém, Leiria, Coimbra, Aveiro, Porto, Viseu e Guarda a França (Paris), com extensão à Alemanha (Manhheim), bem como ao resto da Europa, através da interligação com os restantes corredores ferroviários de mercadorias transeuropeus.

A Secretaria de Estado referiu, na altura, que, para a concretização deste projeto, será “crucial” a mobilização dos 26.000 milhões de euros de fundos comunitários previstos para o financiamento das Redes Transeuropeias de Transportes no período 2014-2020.

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