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Coimbra

Coimbra: Mudatuga quer criar “ninjas da compostagem” por todo o mundo. Veja os vídeos

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A ideia de criar a startup de inovação ambiental surgiu “há mais de um ano”, mas a materialização do projeto ocorreu oficialmente no mês de Outubro em Coimbra, conta com financiamento nacional e europeu, e tem como objetivo a promoção da compostagem doméstica e comunitária, como explicou ao NDC a bióloga e uma das cofundadoras da Mudatuga, Carolina Bianchi. 

“A compostagem é a reciclagem de resíduos orgânicos, da mesma forma que colocamos alguns resíduos secos como metal, vidro, papel e plástico dentro dos ecopontos, o compostor é como se fosse o ecoponto do lixo da cozinha, é mesmo um processo de reciclagem orgânica.”

De 2 a 8 de Maio, a Mudatuga tem estado a dinamizar diretos através da página de Facebook e de Instagram para celebrar a Semana Internacional de Consciencialização sobre a Compostagem. As palestras contam com diversas entidades e projetos relacionados com os vários tipos de compostagem.

“Que eu saiba somos a única iniciativa a promover essa semana em Portugal. Vamos ter diretos todos os dias sobre todos os métodos de compostagem que nós ensinamos na Mudatuga. Na quarta-feira para nós vai ser o maior evento, porque vamos receber a Ginny Black, que é a presidente de um dos maiores orgãos de compostagem do mundo, ela trabalha no Compost Research and Education Foundation nos Estados Unidos, e é uma super referência na área e aceitou de forma voluntária fazer um webinário conosco na quarta-feira às 19h30.”, acrescentou Carolina Bianchi.

A bióloga reforça a importância da compostagem  pelo facto do grande número de resíduos produzidos em casa serem orgânicos que podem ser reciclados e transformados em adubo biológico e o que é que isto significa? Tirar lixo dos aterros e conseguir reaproveitar esses resíduos. Em 2019 em Portugal, de acordo com um relatório da APA, quase 60% dos resíduos urbanos sólidos foram parar a aterros sanitários que toda a gente sabe que causam grandes problemas ambientais, contribuem para a emissão de gases com efeito de estufa, por exemplo”, alerta Carolina Bianchi.

A iniciativa foi lançada por quatro pessoas, três engenheiros e uma bióloga, e recebe o financiamento do “StartUP Voucher 2020”, cofinanciado por “Portugal2020”, “Compete2020”, e está num processo de incubação no Instituto Pedro Nunes.

A Mudatuga tem já dois compostores comunitários feitos de madeira em ação, fruto de um projeto piloto, na República Solar des Kapangas e ainda na Rápo-Táxo que cederam o espaço para a instalação dos compostores desenvolvidos pela startup e nos quais os residentes e diversas pessoas têm  vindo a depositar os resíduos domésticos.

A Mudatuga procura agora financiamento para a próxima fase, a de constituição de empresa. “A procura por cursos, oficinas e parcerias para isso é muito grande, estamos a esperar o fim da nossa incubação e do financiamento para podermos fazer as atividades cobradas, como eu disse, por enquanto tudo é gratuito e sabemos que cada vez vai haver mais procura. No futuro vamos querer vender os nosso próprios compostores. Os nossos futuros compostores não vão ser em madeira e depois também vamos disponibilizar compostores domésticos desses que são mesmo pequeninos para que as pessoas possam fazer dentro da cozinha ou da sala e ver que não existe odor”, finaliza a cofundadora da Mudatuga.

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