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Política

Coimbra: Médico José Manuel Silva lidera coligação para “curar declínio”

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Depois de quatro anos como vereador à frente do movimento Somos Coimbra, o médico José Manuel Silva encabeça uma coligação de sete partidos para tentar derrotar o socialista Manuel Machado, que governa o município desde 2013.

Liderada pelo PSD, a coligação “Juntos Somos Coimbra” agrega CDS-PP, Nós, Cidadãos!, PPM, Volt, RIR e Aliança com o objetivo de “curar o declínio” do concelho.

O Somos Coimbra, que em 2017 elegeu dois vereadores, não vai apresentar candidatura – situação que motivou uma cisão no movimento em outubro de 2020 – e integra a coligação “Juntos Somos Coimbra” através do partido Nós, Cidadãos!, dado que a lei não permite coligações com movimentos independentes.

“Esta coligação é a maior de sempre em Coimbra. É abrangente, eclética, transversal na sociedade e uma coligação de centro-esquerda, centro e centro-direita, em que as pessoas e os partidos estão neste projeto por amor e vontade de desenvolver Coimbra”, refere à Lusa.

O médico, de 62 anos, considera que este “é um projeto válido” e uma “boa surpresa” para os cidadãos, que tem “um inequívoco potencial ganhador, e a capacidade e a competência já demonstrada de trabalhar em prol do interesse público e do desenvolvimento de Coimbra”.

Nascido em Pombal (distrito de Leiria), em 1959, José Manuel Silva foi com os pais para Coimbra em 1967. Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra (UC), em 1983, e iniciou a atividade no antigo Hospital da Universidade de Coimbra (HUC), tendo ainda sido assistente da Faculdade de Medicina antes de obter a especialidade em Medicina Interna.

Trabalhou dois anos no Instituto Português de Oncologia, “uma experiência fantástica em termos médicos e humanos”, doutorou-se e regressou ao HUC.

Esteve em funções como pró-reitor da UC, entre 2003 e 2004, mas não acabou o mandato, para assumir a direção da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, que liderou entre 2005 e 2010, seguindo-se a presidência da Ordem dos Médicos, entre 2011 e 2016.

Ainda no ativo, como médico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, José Manuel Silva coordenou, “durante a fase pior da pandemia”, três enfermarias dedicadas à covid-19, num total de 90 camas, “de manhã à noite e praticamente sem fins de semana, sem descansos”.

É com o espírito de médico que se apresenta ao eleitorado, considerando que “o declínio” de Coimbra “se expressa e manifesta em muitos indicadores” económicos e sociais, “em contraciclo com o desenvolvimento do país”.

“Somos apenas o 67.º concelho do país em empresas não financeiras por 100 habitantes. Somos também o 60.º concelho do país na produção de bens para exportação, incluindo o turismo. E tivemos de 2002 a 2018 uma redução do emprego em 7%, enquanto o emprego no continente cresceu 13%”, salienta.

A situação, diz, “tem tratamento e cura, é preciso é que haja uma gestão competente e com uma visão de futuro, dinâmica, aberta, participada”.

O candidato acusa a liderança socialista de não valorizar o facto de o concelho “ser o único do país” onde está sediada uma empresa unicórnio (ou seja, que vale mais de mil milhões de euros) – a Feedzai – para atrair investimento privado, que é fundamental para “Coimbra crescer”.

“Um município que tem uma universidade e uma incubadora de empresas capaz de produzir uma empresa unicórnio tem de vender essa marca, essa imagem, esse conhecimento, essa competência, essa capacidade e esses recursos humanos para atrair investimento”, sublinha.

Nas eleições de 2017, o PS conquistou cinco mandatos, a coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM conseguiu três, o movimento Somos Coimbra alcançou dois e a CDU um.

Além de José Manuel Silva, concorrem à Câmara de Coimbra Manuel Machado (PS), Francisco Queirós (CDU), Jorge Gouveia Monteiro (Cidadãos por Coimbra) e Miguel Ângelo Marques (Chega).

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