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Coimbra

Coimbra: Manifestantes exigem libertação do rapper condenado por insultar o rei de Espanha

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“Libertad Pablo Hásel” foram as palavras de ordem na concentração que juntou esta manhã, na Praça da República, em Coimbra, cerca de 50 ativistas com o objetivo não só de exigir a libertação do rapper espanhol Pablo Hásel como também  o respeito pela liberdade de expressão, reunião e manifestação.

Em causa está a detenção do artista, que teve lugar no passado dia 16 de Fevereiro em Espanha, e que foi levada a cabo pelas autoridades catalãs, por consideraram as letras e palavras do rapper espanhol como “apologia ao terrorismo” e “ofensas à coroa espanhola”. 

Desde a sua detenção que o rosto de Hásel se tornou um símbolo de luta pela liberdade artística e de expressão e na sequência do encarceramento, foi convocada uma manifestação em Coimbra para alertar para a situação.

Um dos organizadores do evento, David Bellido disse a Notícias de Coimbra que o Estado Espanhol é neste momento “O país do mundo com mais artistas e ativistas presos, são 14, mais do que tem o Irão tem atualmente. Estamos aqui porque achamos que este é um ataque direto a um direito fundamental, o direito à liberdade de expressão, mas também ao direito à liberdade de reunião e manifestação”, avançou o organizador do evento.

Para além disto, o ativista mostrou-se revoltado por manifestações semelhantes a esta em Espanha estarem a ser recebidas com “opressão e violência policial sem limites”.

Quando questionado se o objetivo desta concentração em Portugal é chegar ao governo português e pedir uma tomada de posição por parte do mesmo quanto a esta detenção, o dinamizador do evento sublinhou que “Sim, achamos que seria muito bom se o governo português, os trabalhadores e estudantes portugueses se posicionassem contra esta e outras detenções. Há também muitos artistas em Portugal que estão a defender pablo Hásel e a pedir a sua libertação.”

A petição online que foi referida durante a entrevista tem como título “Solidariedade com Pablo Hásel e pela sua libertação imediata!”, dirige-se a entidades como o Presidente da República, Governo, Embaixada de Espanha e Representação da UE em Portugal, segundo dá conta no documento e já superou as 4000 assinaturas.

Durante os últimos seis dias, têm sido diversas as manifestações um pouco por toda a Espanha a exigir a liberdade de Pablo Hásel e o respeito pela liberdade de expressão, artística e de reunião e manifestação, mas já resultou em cerca de 109 detidos e 100 feridos.

O ativista reafirmou estes dados e garantiu que todas as manifestações foram pacíficas e que os confrontos foram desencadeados pelas autoridades espanholas.

Segundo as informações que o Notícias de Coimbra reuniu, e que o próprio ativista espanhol avança, uma manifestante em Espanha terá mesmo perdido um olho, como consequência da violência que tem marcado os protestos que têm enchido as ruas catalãs nos últimos dias. Também as autoridades espanholas (Mossos d’Esquadra) registaram baixas, com cerca de 91 agentes da polícia regional a sofrer ferimentos.

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