O Governo decretou estado de calamidade até domingo após a passagem da tempestade Kristin.
No concelho de Coimbra, até ao momento, foram contabilizadas 525 ocorrências, envolvendo 789 operacionais e 274 meios terrestres.
O temporal provocou principalmente quedas de árvores de grande porte, danos em telhados, inundações e cortes no fornecimento de eletricidade, num total de 10 mil casas sem luz e 900 a 1000 sem água.
Entre as zonas mais afetadas estão Cernache, Almalaguês, Castelo de Viegas, Relvinha (Eiras), Lamarosa, Bencanta, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila. A reposição da energia nestas regiões poderá prolongar-se até ao próximo fim de semana, embora as autoridades garantam que estão a fazer todos os esforços possíveis.
“Os problemas foram provocados por danos graves nos postos de alta e média tensão. O acesso é difícil e não é seguro fazer reparações com chuva e vento. Estamos a fazer tudo o que é possível, mas pedimos paciência”, explicou a Presidente da Câmara de Coimbra.
O abastecimento de água está a ser restabelecido com recurso a geradores.
“A prioridade é proteger as pessoas. Entre pessoas e bens, as pessoas têm prioridade absoluta. O estado de calamidade permite agilizar apoios, empréstimos ou apoios a fundo perdido onde necessário”, afirmou o responsável”, diz Ana Abrunhosa.
Relativamente às escolas, a autarca afirma que todas irão estar a funcionar na normalidade à exceção da Escola Martim de Freitas, encerrada devido à queda de árvores no recinto escolar.
Devido à cheia iminente, a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) realizará descargas controladas na barragem da Aguieira, para evitar inundações descontroladas no rio Mondego. A Proteção Civil recomenda à população:
“Evitem estacionar viaturas ou equipamentos nas zonas inundáveis e sigam as instruções das autoridades.”, alerta.
O Metrobus urbano irá estar a funcionar parcialmente. Entre Sobral de Ceira e Miranda, os transportes serão assegurados por autocarros devido à falta de eletricidade.
Apesar da gravidade da situação, até agora não foram registadas vítimas mortais em Coimbra. As autoridades reforçam a necessidade de cumprir rigorosamente os avisos e ordens de segurança, evitando comportamentos de risco.
“Estamos habituados a este tipo de calamidades, mas vamos aprender a viver com elas. Todas as entidades estão a dar o seu melhor para repor a normalidade. Entre hoje e o dia 9 de fevereiro, todos teremos de ter paciência”, concluiu a responsável, apelando à colaboração e à prudência da população.