Coimbra

Coimbra (e não só) celebra Dia Mundial do Teatro com “estreias absolutas”

Notícias de Coimbra com Lusa | 31 minutos atrás em 20-03-2026

O Dia Mundial do Teatro é celebrado de terça-feira a dia 27 entre Coimbra e Aveiro com o Festival END – Encontros de Novas Dramaturgias, anunciou hoje o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), naquela primeira cidade.

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Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o TAGV disse-se pronto para celebrar o Dia Mundial do Teatro, com quatro dias de programação intensa e com novos projetos e estreias absolutas.

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“Fazemos a festa com o Festival END — Encontros de Novas Dramaturgias. É uma celebração bienal dedicada à escrita original para teatro e outras artes performativas. Convidamos criadores a partilharem os seus trabalhos mais recentes em múltiplos formatos: seminários, leituras encenadas e participativas, ensaios abertos, espetáculos, entre outros, promovendo um encontro vivo entre a palavra, a cena e as suas diversas linguagens”, referiu aquela sala de Coimbra.

O END, de acordo com o TAGV apresenta uma forte vocação para a descoberta e acolhe processos de escrita em diálogo direto com a prática artística, reunindo artistas, investigadores, docentes e estudantes que interrogam as possibilidades e os caminhos da dramaturgia contemporânea.

“Na edição de 2026, o Festival END acolhe e promove novos trabalhos de autores como António Alvarenga, Catarina Vieira, David Marques, Henrique Vieira Furtado, Jorge Louraço Figueira, José André, Leonor Mendes, Lígia Soares, Luís Araújo, Marco Mendonça, Mickaël de Oliveira, Miguel Castro Caldas, Nuno Pinheiro, Óscar Silva, Patrícia Portela, Ricardo Correia, Rui Pina Coelho, Sérgio Matias, Sónia Baptista, Teresa Coutinho, Tiago Cadete, entre outros”.

Produzido pelo Colectivo 84, o Festival END chega à sua 7.ª edição e decorre ao longo de quatro dias, de 24 a 27, em duas cidades: Coimbra, em coprodução com o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), e Aveiro, com o Teatro Aveirense.

A edição culmina no Dia Mundial do Teatro, assinalado no dia 27.

“As obras apresentadas partem de matérias do mundo que atravessam o nosso quotidiano íntimo e político: heranças coloniais e violências históricas persistentes no presente (Estaleiro/Almada/Orozco), migrações e histórias familiares (Souvenir), o corpo como território político e sensível (Partes Sensíveis), ambiguidades do gesto político e do luxo (Dressing Room), ou dispositivos mediáticos da reparação histórica e simbólica (Reparations Baby!)”, anunciou a sala de Coimbra.

O TAGV explicou que a maior parte dos trabalhos apresentados são recentes, inéditos ou ainda em processo, em formato de leitura, ensaio aberto ou conferência-performance”.

“Outros apresentam-se como primeiras aproximações cénicas ou etapas intermédias de criação. Esta condição inacabada não é circunstancial, pelo contrário, estrutura o Festival END como um espaço de descoberta artística e laboratorial, onde o público é convidado a acompanhar a emergência das obras, a entrar nos seus meandros conceptuais, nos seus impasses e desvios próprios do processo de criação. Pela sua pluralidade, o programa reafirma assim a ideia de encontro entre artistas e espetadores, entre gerações, entre práticas e linguagens, num contexto em que o mundo parece afunilar progressivamente as suas realidades, narrativas e formas de presença”.

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