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Coimbra

Coimbra defende que extensão do metrobus a Cantanhede deve servir norte do concelho

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A Câmara de Coimbra defendeu hoje que uma possível expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) a Cantanhede deverá servir o norte do concelho, ao contrário daquilo que é proposto num estudo da Comunidade Intermunicipal.

O executivo da Câmara Municipal aprovou hoje, apenas com o voto contra da CDU, um parecer favorável ao relatório final de um estudo encomendado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC) de possíveis expansões do Sistema de Mobilidade do Mondego, que deverá começar a funcionar em 2024, servindo nesse momento, a cidade de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo.

No parecer favorável, a Câmara Municipal considera que a extensão proposta para Condeixa-a-Nova, já prevista no Plano Ferroviário Nacional, “responde genericamente” à necessidade de resposta a outras zonas urbanas de Coimbra, algo que já “não acontece” no traçado proposto para o eixo de Cantanhede.

Nesse sentido, o município defende que “importa encontrar um traçado que permita servir, em simultâneo, o norte do concelho de Coimbra, como é o caso da Pedrulha e Adémia”, disse a vereadora com o pelouro dos transportes, Ana Bastos, eleita pela Coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Aliança/RIR e Volt).

“Embora esta opção alternativa de traçado envolva uma ligeira extensão do percurso, o aumento significativo de captação de utilizadores aumenta o nível de atratividade do sistema, afigurando-se como um contributo essencial a ultrapassar a debilidade, apontada pelo estudo, associada ao mérito na dimensão ‘económica’ e a viabilidade da linha”, realçou a responsável.

Uma solução alternativa do traçado deveria ainda “obrigar a refletir sobre a possível afetação do atual canal da Linha do Norte para o prolongamento do SMM à zona norte/Cantanhede e o consequente desvio da linha da alta velocidade/Linha do Norte para oeste”, referiu.

O parecer defende ainda que, para além de uma consolidação daquele sistema de mobilidade num campo suburbano, será importante reforçar a expansão do serviço no centro da cidade, nomeadamente com ligação ao Bairro Norton de Matos e Polos I e II da Universidade de Coimbra.

O estudo encomendado pela CIM-RC concluiu que as extensões do SMM a Cantanhede e Condeixa-a-Nova são aquelas que apresentam mais benefícios, apontando vários problemas em possíveis ligações a Arganil, Góis e Penela, para além de descartar uma via direta para a Mealhada, por estar servida pela ferrovia.

Durante o período antes da ordem do dia, face a uma questão do PS, Ana Bastos abordou também o Centro Olímpico de Ginástica, referindo que o processo continua parado face a dúvidas suscitadas do ponto de vista jurídico, estando a autarquia à espera de um parecer pedido à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Também no período antes da ordem do dia, a vereadora do PS Carina Gomes questionou qual o futuro que será dado à Casa da Esquina, defendendo que o mesmo se mantenha gerido e dinamizado diretamente pelo município, posição acompanhada pelo vereador da CDU, Francisco Queirós.

Em resposta, o presidente da Câmara, José Manuel Silva, realçou que a Casa da Escrita e a Casa Miguel Torga “serão sempre equipamentos municipais” e referiu que as estratégias para estes dois espaços estão a ser reequacionadas.

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