Economia

Coimbra: Custo de vida elevado obriga a maior contenção (com vídeos)

Zilda Monteiro | 2 anos atrás em 22-10-2022

O custo de vida não para de aumentar, o que leva as famílias a adotarem novas medidas de poupança. Os preços da energia e dos combustíveis são os que mais preocupam, assim como a contínua subida dos bens alimentares essenciais.

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O Notícias de Coimbra esteve, este sábado (22 de outubro), na Feira dos 23, em Bencanta, na União das Freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, em Coimbra, onde ouviu algumas das preocupações de alguns comerciantes e também de clientes.

O facto de o preço dos bens alimentares continuar a subir leva as famílias a ponderar na hora de escolher e, apesar de, na sua maioria, continuarem a comprar o que precisam, a verdade é que dizem que “acabaram os stock”. A incerteza e o elevado custo fazem com que vão comprando à medida das necessidades, sempre na expectativa de que na próxima ida às compras possam encontrar o que procuram mais em conta.

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Em casa, há também mais cuidados, sobretudo no que toca aos consumos da eletricidade. Desligar as luzes é um cuidado agora reforçado, assim como na alimentação a filosofia passa pelo lema “desperdício zero”.

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Mais difícil de controlar são as subidas dos combustíveis. Apesar de imprevisíveis, as oscilações nos preços dificilmente agradam aos consumidores já que sobem sempre numa percentagem muito superior à da descida.

O Notícias de Coimbra ouviu dois comerciantes e ambos admitiram que têm procurado não mexer nos preços, apesar dos custos terem aumentado. Notam, contudo, que os clientes continuam a comprar. António Barbosa, comerciante do setor da fruta e produtos hortícolas, referiu que “ainda há muito poder de compra” e há “muitas pessoas que dão valor aos produtos bons”, não havendo “grande dificuldade em vendê-los”.

Paula Tavares, comerciante do setor têxtil, também não tem ainda grandes queixas em termos de negócio. Ajuda o facto de ter “clientes antigos”, bem como o “suplemento do Governo”, que veio dar às famílias mais alguma margem financeira. Só tem pena que não seja uma ajuda “para todo o ano”.

Do lado do cliente, parece haver mais contenção. Domingos Santos está reformado e considera que o custo de vida está muito elevado, sendo difícil “fazer face a todas as despesas”.

Dionísio Seco, também reformado, mostra-se preocupado com a constante subida dos preços. Apesar de recordar que já se viveram outras crises difíceis, como no tempo da troika, lamenta que a inflação atinja todos os setores, desde os combustíveis à alimentação.

Veja os vídeos dos diretos NDC:

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